O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) a suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por 60 dias. A punição foi recomendada pelo relator do caso, deputado Ricardo Maia (MDB-BA).
Pollon é alvo da Representação 26/25, apresentada pela Mesa Diretora da Câmara. Ele é acusado de ter feito declarações consideradas ofensivas e depreciativas contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante manifestação em Campo Grande (MS) em agosto do ano passado.
Segundo o texto analisado pelo colegiado, a decisão ainda poderá ser contestada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois disso, o caso será submetido ao Plenário da Câmara, que dará a palavra final por maioria absoluta, o equivalente a 257 deputados.
O parlamentar afirmou que recorrerá à CCJ. Em manifestação no colegiado, Pollon disse que o país estaria caminhando para “um novo tipo de democracia” e criticou o que chamou de punição a opiniões.
Esta não foi a primeira punição aprovada contra o deputado no Conselho de Ética. Em maio, outra suspensão de 60 dias já havia sido aprovada por sua ocupação da Mesa Diretora da Câmara na sessão do Plenário de 5 de agosto de 2025. Na ocasião, Pollon também recorreu à CCJ. As informações foram retiradas da Agência Câmara.