Quando o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) transferir hoje a Presidência do Senado Federal a seu sucessor – escolhido em votação secreta, viagra buy com o mínimo de 41 votos – poderá estar selando o destino político de um dos principais caciques do cenário nacional. A nítida vantagem do senador José Sarney (PMDB-AP) sobre o adversário Tião Viana (PT-AC) minguou em questão de dias. O resultado agora é incerto.
O cenário foi alterado pela entrada do PSDB na disputa. Na quinta-feira última, visit this o partido decidiu prestar apoio ao petista. De acordo com as projeções do líder tucano na Casa, Arthur Virgílio (AM), Tião Viana contabiliza 43 votos, contra 38 de José Sarney.
A boca-de-urna foi divulgada na tarde de ontem, durante uma reunião no gabinete de Viana com mais 14 senadores, entre petistas e apoiadores “independentes”, como Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Renato Casagrande (PSB-ES) e Cristovam Buarque (PDT-DF). No total, sete partidos declararam apoio ao petista.
Arthur Virgílio se diz animado e realista com a eleição de hoje. “O outro lado está fantasiando que tem 50 e tantos votos”, afirmou. “Quero só alertar que os senadores são 81, não vamos inventar de aumentar bionicamente esse número”. O senador adianta que o PSDB garante 11 votos para Tião.
De acordo com Virgílio, a decisão do tucano Papaléo Paes (AP) de apoiar José Sarney não é bem vista pelo partido. “Se ele mantiver a posição, eu socilitarei oficialmente ao senador Sérgio Guerra (presidente do partido) uma intervenção no Amapá”, avisou. “Votando contra nós, Papaléo não será indicado por nós para posição nenhuma. Indicaremos outro companheiro que tenha se portado com firmeza em relação ao partido”.
O PSDB voltará à oposição tão logo Tião Viana assuma a presidência da Casa, especula Virgílio. “Só tem um cargo que nós queremos: o do presidente Lula”, afirma.
Cabeça a cabeça
Desde o início da campanha para o Senado, o peemedebista Jarbas Vasconcelos mostrou-se contrário à candidatura do companheiro de partido José Sarney por acreditar que o maranhense “não tem condições de cuidar da imagem interna e externa do Senado por conta do entorno dele, que é muito ruim”.
Para Vasconcelos, Tião Viana mostrou que tem capacidade para dirigir a Casa depois que assumiu temporariamente a presidência no episódio Renan Calheiros (PMDB/AL). “Ele (Tião) se comportou de forma muito correta, muito equilibrada, com muita determinação”, elogiou. “É uma eleição dura, difícil, cabeça por cabeça, quem ganhar vai ter diferença de dois ou três votos”, completou.
Bastante confiante, Tião Viana avalia que sua campanha foi de muita maturidade e responsabilidade política. “Agora é aguardar o resultado da apuração dos votos para ver se a decisão foi pela mudança, por um novo Senado, pela democracia partidária na Casa e por uma afirmação da autonomia do poder legislativo”, declarou.
As projeções mais otimistas, feitas pelo próprio PMDB, apontam para um placar em torno de 52 votos pró-Sarney. Na guerra de números entre petistas e peemedebistas, só há uma certeza: a de que existe ainda um contingente de “dez senadores indefinidos”.