Os candidatos à Presidência da República participaram, na noite dessa terça-feira (26), do primeiro debate ao vivo. Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) atacaram intensamente Marina Silva (PSB).
Momentos antes do início do debate político, foi divulgado uma pesquisa pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) que alterava a disputa presidencial. Neste levantamento consta uma leve queda de Dilma, ainda em primeiro lugar, seguida de Marina e em terceiro lugar nas intenções de voto, Aécio. Uma das regras do debate era a possibilidade do candidato responder apenas duas perguntas por bloco.
Aécio ataca Dilma
Na abertura do terceiro bloco que aconteceu na TV Bandeirantes, o jornalista Boris Casoy perguntou à presidente Dilma Rousseff se ela manterá ou mudará a política econômica. Dilma argumentou que hoje ninguém pode negar que enfrentamos uma grave crise internacional e ao contrário do passado, em que se sempre se usava a receita de ‘colocar o trabalhador para pagar’ os custos, seu governo se recusou a fazer isso, destacando que o governo conseguiu manter empregos – enquanto o mundo inteiro desempregou – e a inflação sob controle. Ela destacou ainda que, além de investimento em infraestrutura, o governo investiu pesado em educação e ofereceu oportunidades à população.
Na sequência, Aécio Neves, dizendo que “o sonho do brasileiro é morar na propaganda do PT”, se direcionou à Dilma, e questionou se é possível hoje comprar as mesmas coisas que se comprava meses atrás, argumentando que o Brasil precisa iniciar um novo ciclo de mudanças.
Dilma ameniza ataques
Ao final do debate de presidenciáveis na TV Bandeirantes, a presidente Dilma Rousseff (PT) avaliou que é natural que ela tenha sido mais atacada durante o debate desta noite. “É normal que isso ocorra porque eu sou presidente da República, a única coisa que eu lamento é não poder responder a cada ponto, porque eu fui mais focada. Mas vão ter outras oportunidades”, disse.
Dilma disse ainda que não achou que em nenhum momento houve algum desrespeito. “Não vi agressão pessoal. Acho que foi uma troca de ideias, de projetos, de opiniões e espero que a população tenha nos seguido até agora. Para que nós possamos ter uma audiência, para que esse debate se transforme num momento marcante dessa campanha”, disse.
Marina se destaca
A candidata do PSB, Marina Silva, alçada à cabeça de chapa após a morte do ex-governador Eduardo Campos, em acidente aéreo em Santos, surpreendeu no primeiro debate entre os presidenciáveis. Chamou atenção por sua postura mais incisiva, por não fugir das perguntas e conseguir atacar a adversária do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, Aécio Neves, sem se mostrar agressiva.
A avaliação foi feita pelo especialista em pesquisa eleitoral e marketing político Sidney Kuntz. “Quem apostou na fragilidade de Marina Silva perdeu, ela mostrou que está preparada para este embate eleitoral”, afirmou o analista.
Críticas
Luciana Genro (PSOL) mirou em especial as candidatas Marina e Dilma, relembrando como foi “expulsa” do PT.Já o candidato do PSC, Pastor Everaldo, defendeu sua posição contra a legalização do aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB) foram os candidatos que causaram momentos de descontração ao debate, com críticas aos governos anteriores e atual.