Amanda Costa
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O delegado Onofre de Moraes assumiu o comando da Polícia Civil afirmando não admitir política partidária na instituição. Ele chega no meio de um crise política, que vinha se arrastando na corporação e foi realçada pela greve de agentes, que já dura 11 dias, e pela exoneração em massa de delegados. Para especialistas, a Polícia Civil do DF, uma das mais politizadas do País, vive uma “crise profunda”.
Onofre minimiza os conflitos e garante que sua política de gestão é totalmente desvinculada da partidária. ”A nossa política, a partir de hoje, passa a ser a da segurança pública. A pessoa pode até ter uma indicação partidária, mas não pode usar no exercício da sua função” , disse, ressaltando que as exonerações foram naturais.
“Não houve demissão em massa. Ocorreu a exoneração dos delegados-chefes e diretores para que eu pudesse escolher uma equipe operacional e que adote a minha filosofia, que é a mesma do governador. Ou seja, uma polícia autônoma”, alegou.
Onofre garantiu ainda que, caso não tenha autonomia, irá embora. “Eu não sou apegado a cargos”, alegou. “O governador me deu total autonomia para transformar a Polícia Civil em mais operacional e menos burocrática”.
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