O primeiro debate entre os candidatos ao Palácio do Buriti teve críticas polarizadas entre o atual governador, Agnelo Queiroz (PT), e o ex-governador José Roberto Arruda (PR). Nas considerações finais, houve trocas de farpas entre os dois e Agnelo deixou o auditório quando foi concedido direito de resposta a Arruda.
O governador se revoltou quando o advogado responsável pelo debate concedeu o direito de resposta com o argumento de que Agnelo teria olhado para Arruda durante as considerações finais, embora não o tenha citado.
Sem usar a palavra
Enquanto Agnelo saía de seu lugar, Arruda ria, olhando em direção ao adversário. Depois disso, o presidente da Associação Comercial, Cléber Pires, pediu que o ex-governador não fizesse uso da palavra e não levasse em conta o suposto desentendimento. A solicitação foi atendida.
Participaram também Luiz Pitiman (PSDB), Rodrigo Rollemberg e Toninho do PSOL.
O tempo destinado na última rodada a Arruda foi gasto em ataques ao atual governador. Foram mencionados os casos envolvendo o policial militar João Dias e o suposto envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
O debate foi marcada por desentendimentos. Primeiro, em relação às regras. Os candidatos pediram mudanças com o evento já em andamento. As reivindicações foram atendidas.
No fim da primeira rodada, dois candidatos pediram que o tema Saúde fosse colocado em debate, já que até o momento não houvera oportunidade para isso. O pedido foi atendido. Surgiram críticas à gestão do Hospital de Santa Maria, no governo Arruda, e sobre problemas ocorridos na atual gestão.
Nesse momento, Agnelo pediu direito de resposta, mas não foi atendido pela organização do debate por não ter havido menção a seu nome. Parte do auditório não gostou da negativa e foi repreendido pela mediadora.
Em dois momentos, Arruda agradeceu ironicamente aos outros candidatos pelo que chamou de reconhecimento de realizações de seu governo, como as vilas olímpicas.
Transporte abre maior confronto dos candidatos
Na primeira rodada, os candidatos responderam a perguntas sobre desenvolvimento econômico, mobilidade urbana, segurança pública, educação e esporte. O debate também teve uma segunda parte, em que os candidatos fizeram perguntas uns aos outros.
O primeiro tema fez com que todos os participantes expusessem conceitos parecidos, relacionados à desburocratização do GDF e informatização para a concessão de alvarás de funcionamento.
Na mobilidade urbana, Agnelo defendeu a licitação do transporte público e o BRT. Por outro lado, todos os outros candidatos fizeram críticas ao atual modelo e à última licitação do transporte coletivo. Também foi mencionada por Rollemberg e Toninho a possibilidade de implantação do trem de passageiros que liga o Distrito Federal a Luziânia, na linha férrea já existente.
A valorização e integração dos profissionais da segurança pública foi unanimidade entre os candidatos. Todos eles prometeram soluções para as reivindicações das categorias. A insatisfação culminou na Operação Tartaruga, no início de 2014.
Quando a educação foi discutida, todos os postulantes ao governo defenderam escolas em tempo integral como o modelo a ser seguido no DF. O esporte acabou relacionado às escolas, já que as modalidades esportivas devem fazer parte das aulas em uma parte do dia.
SaibaMais
Rollemberg perguntou sobre a Lei da Ficha Limpa a Toninho do PSOL, abrindo-lhe espaço para recomendar que condenados não participassem das eleições.
Logo a seguir, Arruda citou que Maninha, mulher de Toninho, teria também uma condenação.
Toninho chegou a interromper a resposta, mas informou depois que sua esposa foi absolvida.