Bruna Torres
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A Classe C da população brasileira sozinha seria capaz de eleger um candidato a qualquer governo ainda no primeiro turno. Tal afirmação consta no Atlas do Bolso dos Brasileiros, elaborado pelo Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Porém, aqui no DF, tal impacto é diluído, pois as classes A e B juntas têm mais força econômica e influência junto à opinião pública. O estudo realizado pelo CPS da FGV mostra que, em 2008, a Classe C – também já chamada de Nova Classe Média – representava 49,22% da população. Aqui no DF, no mesmo ano, chegou a significar 45,94% e ocupava o 12º lugar no ranking por unidades da Federação. Marcelo Neri, economista-chefe do Centro e coordenador da pesquisa, explica que este número não modificou muito, mas diferentemente do restante Brasil, no DF as classes A e B têm mais poder de decisão por causa da força política e econômica.
“A Classe C está muito presente no DF. São pessoas que conquistaram carteira de trabalho, casa própria, têm computador, celular, contribuição previdenciária, entre outros”, define Neri. Além disso, conforme destacou, são cidadãos-contribuintes-eleitores que investem na educação, principalmente na dos filhos. A maioria não tem carro, mas está envolvida em várias políticas públicas, tal como os programas ProUni e Minha Casa, Minha Vida.
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