Política & Poder

Cidadania tenta retomar expulsão de deputado que apalpou colega

O caso também está sendo apurado pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo)

Foto: Divulgação

A defesa do Cidadania tenta reverter a decisão da juíza Thaissa de Mourã Guimarães, da 20ª Vara Cível de Brasília, que suspendeu o processo da comissão de ética do partido contra o deputado Fernando Cury, que apalpou a colega Isa Penna (PSOL) no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Na última quinta-feira (21), os advogados protocolaram recurso em que pedem que seja julgada improcedente a ação da defesa de Cury contra o processo de expulsão e que o deputado seja condenado por “litigância de má-fé”, ou seja, por tentar de forma intencional atrasar o andamento do processo.

“Tem-se que os fatos e fundamentos apresentados nesta defesa demonstram que o autor distancia-se claramente do dever de veracidade que recai sobre o relato dos fatos”, diz.

A defesa do deputado questionou a representação –feita pelo próprio presidente do Cidadania, Roberto Freire, e pelo presidente do diretório estadual de São Paulo, deputado Arnaldo Jardim, alegando falta de ampla defesa e detalhamento sobre qual foi a conduta de Cury que violou as regras do partido. Os advogados também questionaram a imparcialidade de Freire para julgar o caso.

O caso também está sendo apurado pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia, que deve começar a examinar um processo contra Cury em fevereiro, depois da volta do recesso parlamentar. Isa o acusa de importunação sexual e pede que o deputado tenha o mandato cassado.

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