Jéssica Antunes
jessica.antunes@grupojbr.com
Ibaneis Rocha (MDB) é oficialmente governador do Distrito Federal. Em solenidade na Câmara Legislativa (CLDF), o advogado eleito com maior número de votos da história da capital assinou o termo de posse para ocupar a cadeira máxima do Palácio do Buriti pelos próximos quatro anos. “Chegou a hora de nos unirmos por Brasília”, discursou ao lado do vice Paco Britto (Avante) e do filho João Pedro, 13 anos, o novo chefe do Executivo.
Oficialmente como governador, ele disse ter preparado dois discursos, mas preferiu improvisar. “A eleição foi fruto do sonho dos brasilienses. A candidatura veio do anseio da sociedade que clama por uma política diferenciada, por mais serviços públicos de qualidade”, afirmou. “O fenômeno não foi Ibaneis. Foram as pessoas. A população que demonstrou que queria mudança. É esse espírito que temos que enfrentar”, disse, sobre a meteórica ascensão na corrida pelo Palácio do Buriti.
“Vamos ter que trabalhar com inteligência porque não existem recursos públicos. Consertar uma cidade dessa em quatro anos talvez seja um desafio maior que o de JK na construção. As corporações, sindicatos, servidores serão muito bem tratados. Mas quem vai ser mais bem tratada será a população. Eu nunca tive medo do trabalho e encaro esse desafio com muito carinho, determinação e com o compromisso de honrar o voto de cada cidadão e cidadã do DF. Agora sou governador de toda a população”, discursou. O governador completou que o ” povo do DF precisa voltar a sorrir. É preciso encarar as pessoas olhando no olho, dizendo o que é possível e o que é o impossível. E fazer também o impossível”.
Ibaneis fez questão de apontar ainda que o olhar da gestão será focado nos mais necessitados “que no momento estão nas filas dos hospitais, estão passando difícil por conta do desemprego alarmante, da segurança que infelizmente não existe”. Já nas primeiras palavras como governador, o emedebista alfinetou a briga interna entre corporações. “Acham que podem brigar entre si, mas quando o novo secretário de Segurança assumir, todos vão ter que cumprir ordens”, disparou.
Ele pediu apoio dos deputados distritais eleitos e recém-empossados. À Arlete Sampaio (PT), direcionou um recado: “não sou fruto de situação ou oposição. Sou fruto da população”.
- Foto: Raphael Ribeiro/Especial para o Jornal de Brasília
- Foto: Raphael Ribeiro/Especial para o Jornal de Brasília
- Foto: Raphael Ribeiro/Especial para o Jornal de Brasília
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- Foto: Raphael Ribeiro/Especial para o Jornal de Brasília
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Atraso
A Sessão Solene da Posse atrasou quase uma hora. Prevista para iniciar 10h30, a abertura aconteceu 11h23 pelo deputado Robério Negreiros, atual segundo secretário da Mesa Diretora da CLDF e candidato a permanecer no cargo na nova legislatura. “Toma posse e já começa com problema”, brincou Ibaneis quando o microfone não funcionou no momento de prestar compromisso de mandato. Foi necessário trocar o equipamento.
O advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB) é o primeiro gestor nascido no DF a ser governador. Pelos próximos quatro anos, ele terá a missão de confirmar a eficiência para governar prometida durante a meteórica campanha eleitoral. Ele saiu de 2% de intenção de votos no início da campanha para 69,79% do total de votos em segundo turno. Com a guinada, ele desbancou a tentativa de reeleição de Rollemberg.
A próxima parada de Ibaneis é o Palácio do Buriti, onde vai receber a faixa do oponente das urnas, Rodrigo Rollemberg (PSB). A sequência de cerimônias deixará prédios oficiais e seguirá para a Praça do Buriti. No local, grande estrutura foi montada para empossar o secretariado. À tarde, o emedebista seguirá para a solenidade de posse presidencial. Ibaneis Rocha é publicamente apoiador de Jair Bolsonaro (PSL) e tem estreitado laços para buscar ajuda financeira do Governo Federal.





