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Política & Poder

Chefe da PF diz a Fachin que relatório sobre Mendonça foi determinação de Moraes

Andrei Rodrigues defende legalidade de documentos da PF e afirma que corporação cumpriu dever legal e ordens judiciais no inquérito

Redação Jornal de Brasília

11/09/2026 16h50

andrei rodrigues

Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

ISADORA ALBERNAZ E ANA POMPEU
FOLHAPRESS

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (11) ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, que o relatório da corporação que embasou um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça foi feito por determinação de Alexandre de Moraes.

No documento, Andrei defende a “absoluta licitude” dos documentos produzidos pela corporação e afirma que a atuação da PF se deu “em estrito cumprimento de seu dever legal e de ordens judiciais” no âmbito do inquérito das fake news -que tramitava no Supremo sob relatoria de Moraes.

“Logo, além de não ter investigado ou monitorado autoridade com foro por prerrogativa de função por meio de tais relatórios, o órgão policial não deu causa a qualquer divulgação do material sigiloso nem sequer a encaminhamentos externos por iniciativa própria, salvo, como dito, para cumprimento de ordem ordem judicial advinda do E. STF”, diz o diretor-geral.

As explicações foram apresentadas ao presidente do STF depois de Mendonça determinar o afastamento preventivo de Andrei do comando da corporação na terça (8) em reação ao uso por Moraes de um relatório interno da Polícia Federal para pedir uma apuração contra o próprio Mendonça.

O ministro queria que o colega fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Institutos Nacional do Seguro Social).

Segundo Moraes, Mendonça agiu para direcionar as investigações, “com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos”. O episódio acirrou o embate entre os dois ministros e resultou no afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

Em sua decisão que retirou os dois policiais do cargo, Mendonça usa termos como surreal e inimaginável para descrever o material produzido pela Polícia Federal e até ironiza seu teor, ao usar aspas quando o classifica como documento.

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