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Política & Poder

Chávez afirma que relação com Lula <i>não podia ser melhor</i>

Arquivo Geral

05/08/2008 0h00

O chefe de Estado venezuelano, this Hugo Chávez, story respondeu às versões sobre um suposto mal-estar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva devido à sua visita surpresa a Buenos Aires dizendo que a relação entre os dois “não podia ser melhor”.


O presidente venezuelano, story que encerrou hoje sua rápida visita à Argentina, acusou os americanos de lançar rumores sobre uma suposta deterioração de suas relações com o presidente Lula.


Para não deixar dúvidas, o presidente venezuelano esclareceu que ambos os líderes decidiram se reunir a “cada três meses e que, em cada reunião, há avanços”.


Chávez também ratificou seu compromisso com a integração regional, propôs um “binômio de ouro” com Buenos Aires e aproveitou para reiterar seu apoio ao presidente boliviano, Evo Morales.


O presidente da Venezuela, que chegou na segunda-feira a Buenos Aires, teve de suspender hoje no último momento a visita à cidade boliviana de Tarija junto com a governante argentina, Cristina Fernández de Kirchner, por causa de incidentes registrados no país a poucos dias do referendo revogatório previsto para domingo.


Antes de terminar sua visita à Argentina, em entrevista coletiva que durou pouco mais de uma hora e meia, Chávez não perdeu a oportunidade de dar seu apoio a Morales e acusar os Estados Unidos de tentar desestabilizar a Bolívia e prejudicar a integração latino-americana.


Chávez aproveitou para impulsionar suas “excelentes” relações com a Argentina e propôs um “binômio de ouro” entre Caracas e Buenos Aires durante um encontro com 200 empresários deste país que assistiram à assinatura de acordos bilaterais de cooperação industrial.


Ele estimulou os empresários argentinos com a chance de se transformar em provedores da estatal Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) e assinou acordos para o fornecimento de serviços técnicos e capacitação para organismos venezuelanos, assim como um contrato de abastecimento de maquinaria agrícola.


O acordo contempla investimentos superiores a US$ 600 milhões, segundo fontes venezuelanas.


O presidente se mostrou confiante em chegar a um acordo “amistoso” com o grupo argentino Techint sobre o preço que o Estado venezuelano pagará para nacionalizar a Sidor, a maior siderúrgica da região andina e caribenha.


Segundo versões da imprensa venezuelana, a Venezuela estaria disposta a pagar US$ 2 bilhões pelos 50% das ações da Techint na Sidor.


Chávez lembrou que a Techint ficará com participação de 10% na Sidor, pois “não quer sair do país”, e o Governo “também não quer que ela vá”.


Ele falou também sobre a compra de bônus da dívida pública argentina para afirmar que, “enquanto puder”, seu país “continuará cooperando com a Argentina”.


“Continuaremos, até onde nossas possibilidades permitirem, cooperando com a Argentina e outros países. Compramos porque temos grande confiança de que os argentinos não serão bônus lixo, como os dos Estados Unidos”, ressaltou.


A Venezuela se transformou em uma das principais fontes de financiamento da Argentina, já que, desde 2005, comprou títulos do país no valor de US$ 6,340 bilhões.


O presidente atribuiu as necessidades de financiamento à crise financeira mundial e expressou sua confiança na extensão da economia argentina.


 

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