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Política & Poder

Chanceler argentino nega que Brasil tenha pedido explicações pela fuga de Bolsonaro

a mesma publicação, Quirno também contestou a versão de que a retirada do embaixador argentino teria sido iniciativa do presidente Javier Milei

Redação Jornal de Brasília

30/10/2026 19h15

brazil election runoff campaign

Foto: SERGIO LIMA / AFP

O chanceler argentino Pablo Quirno negou nesta sexta-feira (30) que o Brasil tenha pedido explicações à Argentina pela fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) através do país vizinho. “Falso. Não houve nenhum pedido de explicações”, escreveu Quirno na rede social X, em resposta a uma matéria do jornal argentino La Nación.

A afirmação do chanceler contradiz a informação de uma fonte diplomática brasileira, que disse à AFP na sexta-feira que o Itamaraty convocou a encarregada de negócios da Argentina em Brasília, Emilia Cortés, para “prestar esclarecimentos”. O encontro, descrito pela fonte como um “procedimento de praxe”, ocorreu na quinta-feira com o diretor do Departamento de América do Sul do Itamaraty, João Marcelo Galvão de Queiroz.

Na mesma publicação, Quirno também contestou a versão de que a retirada do embaixador argentino teria sido iniciativa do presidente Javier Milei. “O Brasil tomou unilateralmente a decisão de retirar seu embaixador e solicitou a retirada do nosso”, afirmou. Milei compartilhou o post de Quirno e atacou o jornal La Nação, chamando-o de “veículo de comunicação que opera e mente”.

As relações entre os dois países estão tensas desde agosto, quando o Brasil rebaixou sua representação diplomática na Argentina após insultos de Milei dirigidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil com a família na madrugada de quarta-feira, embarcando em um jato particular na Argentina com destino aos Estados Unidos, com uma escala no Equador. Os passaportes do senador foram cancelados por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, dentro de uma investigação por lavagem de dinheiro.

O parlamentar não reconheceu sua derrota no segundo turno das eleições presidenciais de domingo e denunciou uma “fraude eleitoral”, mesmo com o resultado reconhecido pela Justiça Eleitoral. Argentina e Estados Unidos são alguns dos poucos países que ainda não reconheceram a vitória de Lula.

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