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Política & Poder

Centrão mantém neutralidade na eleição presidencial de olho no Congresso de 2027

União Progressista, Republicanos e MDB evitam apoio formal a Flávio Bolsonaro ou Lula e preservam espaço para futuras negociações

Redação Jornal de Brasília

18/08/2026 6h43

Foto: Pedro França/Agência Senado

A estratégia adotada por partidos do Centrão para não assumir compromisso formal com nenhuma das principais candidaturas à Presidência também considera a composição do Congresso a partir de 2027. União Brasil e PP, integrantes da União Progressista, decidiram pela neutralidade, assim como Republicanos e MDB. No Republicanos, a posição foi aprovada por 17 votos, enquanto nove defenderam apoio a Flávio Bolsonaro e um votou pela candidatura de Lula.

A escolha não representa necessariamente uma aproximação ideológica com o PT. A União Progressista, por exemplo, mantém alianças diferentes nos estados: a federação está coligada ao PL em dez unidades da Federação e ao PT ou à Federação Brasil da Esperança em outras quatro. A estratégia nacional é concentrar esforços nas disputas estaduais e legislativas, mantendo liberdade para negociar com o vencedor da eleição presidencial.

A experiência do atual governo é usada como referência para dimensionar o peso dessas bancadas. Em 2023, Lula iniciou o mandato sem maioria própria e precisou negociar com partidos do Centrão para garantir votações importantes, como a medida provisória que reorganizou a Esplanada. Posteriormente, integrantes de União Brasil, PP e Republicanos passaram a comandar ministérios, ampliando a base de sustentação política do governo no Congresso.

Do outro lado, o PL tenta aumentar sua presença no Legislativo para reduzir a dependência de outras siglas. A legenda possui atualmente 98 deputados federais, e Flávio Bolsonaro anunciou apoio a 47 candidatos ao Senado de diferentes partidos. O cenário eleitoral também foi afetado pelo caso Banco Master, que esfriou aproximações entre integrantes do Centrão e o senador. Ciro Nogueira, presidente do PP, foi alvo de busca e apreensão em investigação relacionada ao banqueiro Daniel Vorcaro, mas nega irregularidades e classifica as conclusões dos investigadores como “ilações”.

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