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Centrais sindicais protestam em Brasília contra governo Temer; acompanhe!

Por Agência Estado 24/05/2017 8h22
Breno Esaki

Jéssica Antunes com Agência Estado

Manifestantes ligados a movimentos sociais e centrais sindicais se concentram no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha. A promessa é que cem mil pessoas sigam, em passeata, até a Esplanada dos Ministérios, onde o ato nacional pedirá a saída de Michel Temer da presidência da República e por eleições diretas. As reformas propostas pelo governo federal também estão na pauta do ato.

O movimento Ocupa Brasilia já reúne, segundo a Secretária de Segurança Pública e da Paz Social, mais de 25 mil pessoas divididas em 500 ônibus. Os veículos, porém, continuam acessando a área da concentração. A concentração e a chegada constante de manifestantes impacta o trânsito de todo o Eixo Monumental. Motoristas, que enfrentaram greve de ônibus na manhã desta quarta, encontram fluxo intenso nos dois sentidos da pista.

A previsão é que a Marcha comece às 11h, mas os atos em frente ao Congresso devem se intensificar somente perto das 16h, segundo os organizadores. A Esplanada está bloqueada para trânsito de veículos desde a 0h desta quarta-feira. Equipes da Força Nacional fazem a segurança dos ministérios e grades de proteção foram instaladas na frente do Congresso.

Segurança

Entre as restrições impostas pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal aos manifestantes, está a proibição do uso de hastes de bandeiras, garrafas de vidros, madeiras e outros objetos cortantes ou perfurantes. Haverá ainda revista pessoal nos participantes. Para isso, serão organizados cordões de policiais militares próximos aos ministérios e à Catedral.

Manifestantes revistados

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Rumo à manifestação pela BR-080, 53 ônibus ligados à movimentos sociais e sindicais foram revistados pela Polícia Militar na manhã desta quarta-feira (24). Os veículos transportava cerca de duas mil pessoas de Goiás e do Pará. Segundo a corporação, foram recolhidos saco com pedras, cano de PVC, hastes de madeira e um facão.

Policiais militares acompanham os grupos desde o início da manhã. A estimativa é de 1,4 mil policiais nas regiões próximas à Esplanada dos Ministérios. Desde a noite de terça-feira é realizada ronda para evitar a ação de pessoas que possam deixar, no local, objetos considerados perigosos.

Embate.

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), fará um discurso neste protesto contra as medidas econômicas do Governo de Michel Temer. A renúncia do presidente Michel Temer também deverá ser uma das outras bandeiras do movimento.

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A participação de Renan no protesto foi acertada na terça-feira, 23, durante mais uma reunião do alagoano com sindicalistas. Também participaram do encontro os senadores Kátia Abreu (PMDB-TO) e Eduardo Braga (PMDB-AM), além do deputado Paulinho da Força (SD-SP).

Em mais um embate com Temer, Renan defende a saída do presidente da República para a realização de eleições indiretas. Na terça, em sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan disse que “o “ideal seria conversar com o presidente para fazer uma transição rápida e negociada”.

Ele também afirmou que teria demitido o titular da Fazenda, Henrique Meirelles, na segunda-feira, 22, após a declaração do ministro de que tocaria as reformas, “com Michel (Temer) ou sem Michel”. “O grau de complexidade do Brasil não comporta essa ingênua declaração”, afirmou Renan.

Trânsito

Esplanada está bloqueada para trânsito de veículos desde meia-noite; equipes da Força Nacional fazem a segurança dos ministérios e grades de proteção foram instaladas na frente do Congresso. Estão interditados trechos entre a Rodoviária do Plano Piloto e a via L4 Sul. Os acessos dos ministérios e das vias L2 Sul e Norte à Esplanada também estão bloqueados.

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A última vez que foi fechado o acesso ao Jaburu foi no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, quando Temer, então vice-presidente, fez a solicitação à segurança. Até o momento, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto não se pronunciou sobre o esquema de segurança e nem informou quem o presidente irá receber agora pela manhã.

Saiba mais

Com adesão do Sindicato dos Professores ao movimento, o horário das aulas na rede pública do Distrito Federal foi reduzido. Todos os alunos tiveram aula das 7h30 às 10h.

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Fonte: Estadao Conteudo

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