Lideranças do PMDB e do PSDB têm uma semana decisiva para definir as adesões de prefeitos e partidos políticos que podem mudar o rumo da disputa, no segundo turno, pelo governo de Goiás, entre os candidatos Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB).
O PSDB saiu na frente, na corrida para conquistar o apoio do PP e do PR. Os dois partidos apoiaram Vanderlan Cardoso (PP), no primeiro turno. Mas, às vésperas do horário eleitoral, seus prefeitos estão aderindo em bloco aos tucanos, indiferentes à decisão da cúpula de apoiar o PMDB.
“Não tenho razões para apoiar o PMDB e o Iris Rezende”, disse o prefeito de Inhumas, Abelardo Vaz (PP), de Inhumas, uma das sete cidades em que Vanderlan venceu.
A decisão do prefeito, influenciada pelo deputado federal Roberto Balestra (PP), que também aderiu, provocou uma reação em cadeia. Um grupo de 23 prefeitos, vinculados ao PP e o PR também optaram pela mudança.
As adesões geraram expectativas negativas na campanha do PMDB, que é apoiada pelo PT. Porque, no começo da disputa, achava-se que seria fácil derrotar os tucanos e Perillo.
Primeiro, pela liderança da candidata petista Dilma Rousseff, e o desempenho do presidente Lula nas pesquisas. Depois, era voz corrente pregar a derrota da oposição: “O Marconi tem que perder, para ficar um político humilde”, era o tom nos bastidores, revelado por um assessor da confiança de Iris.