Ele pertence à safra dos candidatos que carregam DNA político no sangue. Filho e sobrinho de antigos personagens da administração pública local, Eduardo Pedrosa (PPS) assegura, no entanto que, caso seja eleito deputado distrital, seu compromisso é com a renovação da Casa. Aos 24 anos, o jovem empreendedor, estudante do curso de Administração de Empresas, entende que o atual cenário do País não agrada boa parte dos brasileiros e, por isso, é necessário estudar e planejar novos caminhos. Por isso, garante, em seu mandato vai lutar pela fiscalização dos recursos públicos e, assim, oferecer condições de desenvolvimento à população de baixa renda. “Acredito que num momento de dificuldade a gente não pode ser omisso”, afirmou, em entrevista ao Jornal de Brasília.
Como você avalia o atual cenário político do Distrito Federal?
Esse governo que passou por aí deixou muitas cicatrizes. Vejo as pessoas muito decepcionadas, frustradas com o trabalho desenvolvido. Mas é um momento político bom. De renovação, novos ares. Acho que nesta eleição, talvez, a gente tenha boas surpresas. Acredito que os eleitores vão estar mais participativos.
Você fala bastante em renovação dentro da Câmara. Por quê você acredita que isso é necessário?
Acredito que é um período de novas ideias. O povo está carente de representação. Os nossos políticos, que estão entrando, têm a missão de mostrar para o eleitor que ainda existe esperança para o País. E se existe é porque tem gente nova, para cuidar do futuro.
Essa visão tem a ver com as manifestações do ano passado?
Com certeza. A gente vai, faz manifestações, e depois coloca o mesmo político? Acho incoerente.
Hoje, você já tem algum trabalho social que vá de encontro aos teus ideais políticos?
Sempre quis desenvolver trabalhos em prol das pessoas, trabalhar na área de geração de empregos. Desenvolvi meu negócio, por exemplo, porque eu acho que a gente deve dar condição à pessoa para ganhar seu dinheiro e levar alimento para dentro de casa. Me engajei em algumas causas sociais através de grupos. Amigos nossos, de ajuda mútua. Às vezes, as pessoas estão sem oportunidade, muito carentes, e a gente colaborava com essas famílias.
Existiu alguma pressão para que você se candidatasse ou o contrário? De repente alguém que te disse “olha, não seja candidato”, algo do tipo?
Existiu pressão para que eu não fosse, na verdade. Hoje, os políticos estão muito sem crédito na praça. As pessoas me diziam que iam me taxar de corrupto e coisas do tipo. Falaram que política é uma coisa ruim e lá dentro todo mundo pega o vírus. Eu já acho o contrário. Acho que num momento de dificuldade a gente não pode ser omisso. Não posso olhar isso de dentro de casa e achar normal.
Por ser jovem, rico, sobrinho de Eliana Pedrosa, muita gente compara a sua imagem a de um playboy. Como você pretende reverter isso?
Eu não acho que tenha esse rótulo. Digo isso porque desde que comecei minha vida tive objetivos e metas. Já tinha minha empresa aos 18 anos, trabalhei para isso. E eu não tenho muito tempo para estar perto da minha família. Quando tenho tempo, estou com minha família ou namorada. Nunca fui de balada, de farra. Sempre fui uma pessoa muito moderada nesse sentido.
Vimos fotos suas no Facebook em lugares bem carentes do DF fazendo campanha. No Paranoá, por exemplo. O que você pretende fazer para a mudar a vida das pessoas que vivem nesses locais?
Estive nesses locais porque primeiro a gente tem que conhecer o problema para poder representar essas pessoas. As pessoas querem que a gente conheça o problema delas para poder representá-las. Quero propor diversas medidas na área da saúde e da segurança. E quero atuar muito em cima da educação. Porque acho que a gente só muda o contexto do País quando oferece educação para a população. Quero trabalhar muito em cima dessas áreas: segurança, saúde e educação.
Você já conhecia esses locais antes de ser candidato?
Conhecia. Meu pai já foi presidente de partido e a Eliana tem três mandatos. Então, por conta disso, pude sempre estar presente nesses locais. Agora, é natural que eu esteja indo com mais contundência por causa da campanha. Até porque eu nunca fui candidato antes. Fiz amigos nessas cidades até e me sinto muito bem visitando essas pessoas. Quero poder ajudar as pessoas que moram nesses locais.
Nas fotos de campanha do Facebook, percebemos também que os seus cartazes estampam uma foto tua ao lado da sua tia, Eliana. O nome dela facilita a tua campanha?
A Eliana fez um bom trabalho e isso me abre algumas portas. Não tem como não reconhecer isso. Mas eu acredito que o sobrenome não ganha eleição. As pessoas querem que o político conheça seus problemas para que elas possam ser representadas. É preciso ter conteúdo e material político para que elas comprem um projeto, uma ideia.
Qual o seu plano para que todos tenham acesso ao mesmo nível de educação que você teve?
Quero lutar muito para que as pessoas possam ter as mesmas oportunidades que eu tive. Mas, com educação pública de qualidade, com planejamento. Tenho a proposta, por exemplo, de um cursinho pré-vestibular para pessoas de baixa renda. O objetivo é dar condição para as pessoas de baixa renda façam cursinho voltado para concurso ou pré-vestibular.
Por que os eleitores devem votar em Eduardo Pedrosa?
O Eduardo Pedrosa é uma pessoa nova, mas que procurou conhecer os problemas de perto. Procurei ir dentro da casa das pessoas para poder bolar as soluções. Tenho diversas ideias, mas pra colocá-las em prática eu tenho que estar lá dentro. Quero desenvolver essas ideias.