O candidato a vereador Cristiano Girão (PMN) foi ouvido na tarde de hoje (9) na Comissão Parlamenta de Inquérito (CPI) das Milícias da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, visit this site Alerj. Ele disse estar sendo vítima de perseguição política e denunciou já ter sofrido um atentado, segundo o presidente da CPI, deputado Marcelo Freixo (P-SOL).
O nome de Cristiano Girão chegou aos deputados através de um depoimento prestado anteriormente pelo delegado do bairro da Taquara, Pedro Paulo, à CPI. O policial teria levantado a suspeita de que o candidato estaria envolvido com grupos milicianos da zona oeste do Rio.
Em seu depoimento, o candidato ainda garantiu que não há milícia em Jacarepaguá, contradizendo o depoimento do vereador Nadinho, que confirmou a existência desses grupos armados na região. Segundo Freixo, Girão não soube responder a algumas das perguntas feitas pelos parlamentares.
“Ele desconhecia, até mesmo, um inquérito da polícia civil em que é investigado por uma diversidade de crimes, inclusive por formação de quadrilha armada e homicídio. Além disso, não conseguiu explicar por que na sua declaração de bens no TRE não constavam os inúmeros automóveis que estão em seu nome. Ele alegou ter esquecido de declarar”, disse Freixo.
O vereador Naldinho depôs na comissão parlamentar pela manhã. Ele disse estar correndo risco de morte por prestar depoimento na Assembléia. Nadinho ainda negou ser o chefe da milícia da comunidade de Rio das Pedras.
Na próxima terça-feira (16), a CPI das Milícias vai ouvir o candidato Doen, do PTC, e o vereador do Rio e também candidato Deco (PR).