A campanha do presidente Lula transformou o histórico de controvérsias envolvendo Flávio Bolsonaro em material de ataque eleitoral. O PT apresenta uma peça com o título “Currículo — Flávio Bolsonaro” que enumera episódios ligados ao senador, terminando com a frase “Flávio, o pior dos Bolsonaros” e convidando o eleitor a acessar o site criado pela campanha com informações negativas sobre o candidato.
O primeiro item da peça chama Flávio de “funcionário fantasma aos 19 anos”, afirmando que ele teria iniciado a carreira dessa forma em um gabinete em Brasília. Em seguida, o material cita a investigação sobre a rachadinha em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Flávio foi denunciado pelo Ministério Público do Rio nesse caso, mas decisões relacionadas à investigação foram posteriormente anuladas pelo Superior Tribunal de Justiça.
O segundo tópico se intitula “Denunciado por organização criminosa” e faz referência ao caso das rachadinhas com acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa que atingiram Flávio. A formulação simplifica um processo que teve desdobramentos judiciais e decisões posteriores favoráveis ao senador.
O terceiro ataque é dirigido à relação de Flávio com Adriano da Nóbrega, ex-PM suspeito de chefiar o Escritório do Crime e apontado como liderança de uma milícia no Rio. O material do PT afirma que o senador “homenageou um matador de aluguel”, numa tentativa de aproximá-lo do universo das milícias fluminenses.
O quarto item menciona “Pediu 134 milhões do Banco Master”, uma referência ao episódio envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Essa é a ofensiva mais recente da campanha petista.