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Política & Poder

Campanha de Lula buscará apoio de líderes regionais do centrão após Flávio Bolsonaro costurar com partidos

A movimentação ocorre após Flávio Bolsonaro (PL) costurar alianças com o centrão nesse segundo turno. Cabeça de chapa de Kassab, Ronaldo Caiado, por exemplo, já oficializou apoio a Flávio

Redação Jornal de Brasília

06/10/2026 20h44

lula

Foto: Evaristo Sá/AFP

MARIANA BRASIL E CATIA SEABRA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (6) que conversou com os líderes de partidos do centrão, como PSD e Republicanos, em busca de apoio nestes momentos finais antes do segundo turno das eleições.


Por ora, o PSD declarou neutralidade nestas eleições, o que permite que os integrantes fiquem livres para manifestar apoio a um ou outro candidato sem compromisso partidário. De acordo com Edinho, na conversa com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, o espaço ficou aberto para a busca de líderes regionais.


“O Kassab disse a mim que o PSD ficará na neutralidade, mas que nós temos toda a liberdade de procurar as lideranças do PSD para dialogar. E e é isso que nós vamos fazer. Eu conversei hoje com o presidente Marcos Pereira”, disse. “O Republicanos está ainda definindo a posição, mas também estamos dialogando com várias lideranças do Republicanos.”

A movimentação ocorre após Flávio Bolsonaro (PL) costurar alianças com o centrão nesse segundo turno. Cabeça de chapa de Kassab, Ronaldo Caiado, por exemplo, já oficializou apoio a Flávio.


A declaração foi dada após reunião da cúpula do partido e da campanha de Lula, um dia depois de o presidente reunir aliados de todo o país -entre eleitos e derrotados- para tratar dos rumos no segundo turno. O petista precisará superar Flávio, que saiu com mais de 2 milhões de votos à frente do petista no primeiro turno.


Entre os novos comandos para a equipe está mirar as abstenções (cerca de 30 milhões abriram mão de votar) e investir no medo da perda de programas sociais.


A partir dessa recomendação do presidente, a campanha vai realçar que há, da parte do adversário, compromissos com reformas que devem interromper ações sociais e que os adversários só conseguirão o que prometeram para o mercado se fizerem cortes em programas.


Além disso, o presidente disse que falará mais às rádios. Ao ouvir sugestões para realização de lives direcionadas ao eleitorado local, Lula disse que não deixará de ter contato com a população nas ruas. Apesar disso, há a expectativa de que Lula amplie sua presença em redes sociais.

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