A Câmara Legislativa não dará continuidade aos processos por quebra de decoro parlamentar contra os deputados citados na Operação Caixa de Pandora se não surgirem novos indícios. São oito os deputados citados, sendo dois suplentes.
O presidente da Comissão de Ética da Casa, Aguinaldo de Jesus (PRB), que também é líder do governo, afirmou que explicará, na resposta que prepara ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que não há indícios suficientes para abrir processo interno contra os parlamentares.
“Não adianta cobrar da Câmara, mas dos responsáveis pelo inquérito”, diz Aguinaldo. Ele conta que já foi pedido, antes de sua entrada na comissão, um levantamento sobre a participação dos deputados citados no suposto esquema. Segundo ele, a Casa aguarda esses dados para poder tomar algum tipo de providência. “Não vamos tomar uma atitude drástica se o inquérito ainda não fechou. Não podemos cassar um deputado hoje e ele ser absolvido amanhã”, explica.
Sem imagens
A resposta não será encaminhada amanhã, mas seguirá durante a semana, quando se encerra o prazo de dez dias dado pelo Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) para os esclarecimentos. Aguinaldo assegura que não recebe pressão dos colegas sobre o que responderá. “Nenhum deles nunca tocou no assunto comigo. Conversamos mais sobre o governo e as propostas”, afirmou.
Ele classifica como diferente o caso de Eurides Brito (PMDB), que enfrenta processo por quebra de decoro, assim como o do ex-presidente da Casa, Leonardo Prudente (sem partido) e o de Júnior Brunelli (PSC), que renunciaram. “Contra eles há imagens. Estes foram apenas citados”, justificou.
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