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Política & Poder

Cães farejadores procuram drogas no Senado

Arquivo Geral

19/08/2010 18h40

 

Depois de se descobrir que o crime de pirataria era cometido no Senado, a Casa é agora investigada por tráfico de drogas. Nesta quarta-feira (18) pela manhã, depois de denúncia anônima, 12 agentes da Polícia Legislativa do Senado e três cães farejadores entraram nas dependências de prédios anexos à Casa à procura de, segundo telefonema não identificado, estoques de substâncias entorpecentes.

 

Sob o comando do diretor da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Araújo Carvalho, homens e cães – emprestados pela Polícia Rodoviária Federal, junto com seus adestradores – agiram secretamente, embora as denúncias já estivessem comunicadas ao diretor-geral da Casa, Haroldo Tajra. Mas, a despeito do caráter secreto da operação, a manhã dos servidores foi completamente alterada pela presença dos animais e das fardas negras, semelhantes às usadas pelas forças especiais da Polícia Federal.

 

Os cães utilizados na incursão são treinados para detectar a presença de maconha, cocaína e seus derivados. Nada, porém, foi encontrado.

 

“Nada foi achado. Para nós, no entanto, o resultado [da operação] foi bom”, disse Pedro Araújo à reportagem, explicando que a ação foi válida devido aos aspectos psicológicos e de prevenção. O diretor acredita que, na hipótese de que o mercado da droga de fato seja operado no Senado, os eventuais traficantes pensarão duas vezes de agir nas dependências da Casa.

 

Pedro disse que “há uma lenda” recorrente sobre a ação de traficantes em esquema de compra e venda de drogas, que utilizaria a estrutura dos prédios que receberam a “visita” dos farejadores – salas, armários, gavetas e pontos dos estacionamentos do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), da Gráfica e do Departamento Médico. “Tem de saber se a gente vai conseguir flagrar alguma coisa. Vamos continuar atentos. A intenção é justamente mostrar que estamos preparados e atentos a esse tipo de coisa”, arrematou o chefe da polícia institucional, acrescentando que a operação será repetida a cada denúncia minimamente crível.

 

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