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Política & Poder

Buriti tem a bênção do Tribunal de Contas

Arquivo Geral

25/04/2015 6h30

Mesmo com as limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impede o Governo do Distrito Federal de fazer novos gastos com pessoal, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) liberou o Palácio do Buriti para fazer substituição de servidores, desde que justificada a relevância.  

 A consulta, enviada ao Tribunal  de Contas pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal,  solicitava  orientação jurídica quanto à abrangência das vedações contidas na LRF, considerando as  limitações  impostas em caso de o governo ultrapassar  95% do limite de gastos com pessoal, conforme ocorrera no último quadrimestre da gestão do petista Agnelo Queiroz.

 A decisão, relatada pelo conselheiro Paulo Tadeu, foi publicada no dia 31 de março e, há uma semana, o governo tem feito nomeações pontuais, conforme mostra o Diário Oficial. 

O secretário da Casa Civil, Hélio Doyle, reitera a orientação do Tribunal de Contas: “O governo pode fazer substituição de servidores, desde que não aumente as despesas e que  seja justificada a relevância do cargo e da substituição.”

As secretarias já foram orientadas a enviar solicitações à Secretaria de Gestão Administrativa e Desburocratização e à consultoria jurídica do governador Rodrigo Rollemberg, que analisarão a relevância dos pedidos e encaminham para assinatura do governador, conforme o chefe da Casa Civil.

Burocracia

O processo burocrático é necessário, esclarece Doyle, para resguardar Rollemberg de ser responsabilizado futuramente pelo gasto. “Se o Tribunal diz que tem que justificar a relevância, alguém tem que avaliar se é relevante mesmo”, esclarece o secretário. 

Ele conta que têm sido autorizadas as substituições de cargos estratégicos para o funcionamento da máquina pública, como subsecretários, diretores etc. “Pessoas que são efetivamente importantes na estrutura do governo”, explica.

Válido para todas as secretarias
 
A recente determinação do Tribunal de Contas vale para todas as pastas do governo e não apenas para as áreas de Saúde, Educação e Segurança Pública, como já havia sido esclarecido antes.
 
O Tribunal de Contas deve examinar as regularidades das contratações apenas quando forem julgadas as contas de Rollemberg, no ano que vem. “Se o Tribunal entender que está errado, o governador será responsabilizado”, explica Hélio Doyle.
 
Determinação
 De acordo com a decisão do Tribunal, “somente pode ser implementada reestruturação quando não implicar aumento da despesa de pessoal, podendo, contudo, ocorrer o provimento de cargos, desde que sejam estratégicos e indispensáveis ao atendimento das políticas e ações públicas”.
 
Ou ainda, substituição de funções “necessárias ao bem-estar da sociedade, não produzindo aumento de despesa no âmbito do Poder Executivo”. E desde que  haja prévia e circunstanciada autorização da autoridade nomeante, no caso , o governador, “com o detalhamento fundamentado dos requisitos estabelecidos”.
 
 O Tribunal esclarece ainda que  somente pode ser praticado ato de que resulte aumento de despesa de pessoal quando derivado de sentença judicial ou de determinação legal ou contratual.
 
 O Governo do Distrito Federal está impedido de fazer novos gastos com pessoal até o dia 31 de maio, quando as contas do primeiro quadrimestre deste ano serão   avaliadas.

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