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Política & Poder

Bruno Bontempo diz que pretende defender o setor produtivo na Câmara

Arquivo Geral

29/09/2014 7h35

Ele mal tem tempo de se dedicar à mulher e às duas filhas, Maria Eduarda, de cinco anos, e Ana Beatriz, de três. Dorme todos os dias às 2h e às 5h30, no máximo, já está de pé, para visitar obras, participar de reuniões com apoiadores e cumprir a intensa agenda de candidato a deputado distrital pelo PTB. Bruno Bontempo é estreante na vida política e diz que resolveu sair da sua zona do conforto de empresário bem-sucedido para  encarrar o desafio da vida pública  “como uma missão”. Atuante no ramo da construção civil, ele tem apenas 33 anos, mas garante que quer entrar na política para fazer a diferença. Citando o Papa Francisco, diz que seu objetivo é  “fazer caridade”. Com o trocadilho do sobrenome, Bruno promete “bom tempo” na política do DF, caso seja eleito. Na Câmara Legislativa, ele  diz que será  representante do setor produtivo  e o “deputado do emprego”. Com firmeza na voz – rouca por causa do ritmo frenético da campanha – e sorriso no rosto, o candidato diz que pretende fazer carreira na política e tem planos grandiosos: “Quero ser governador do Distrito Federal daqui a 20 anos”. Com o perfil  de Bruno Bontempo, o Jornal de Brasília encerra a série de entrevistas “Novas Caras na Política”, que reuniu alguns dos estreantes na política do DF neste ano. 

 

O que você traz de novo para a política do DF?

Eu entrei para a política, por que hoje não temos muito a quem recorrer. A gente tem a mania de reclamar muito e o índice de insatisfação com a política é geral. Não é à toa que as pessoas estão se manifestando nas ruas. Na minha opinião, reclamar não vai tirar a gente dessa situação. Enquanto o cidadão de bem não começar a fazer política, exercer o seu papel perante à sociedade, não vamos ter pessoas que proponham políticas públicas para influenciar na vida das pessoas.  Tenho muita experiência na área de gestão. Sou administrador de empresas, fui empresário a vida inteira e fui  diretor da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF). Então, eu tenho uma história de trabalho e gostaria de usar essa experiência na vida política.

Que classe você pretende representar na Câmara?

Eu sou abertamente um candidato do setor produtivo. Eu não acredito em uma sociedade organizada se não tiver emprego. Os índices de desemprego do DF aumentam a cada dia que passa. As políticas públicas não incentivam o empresário a gerar emprego. Quando a gente não tem emprego, temos diversos problemas na sociedade: aumenta-se a criminalidade; aumenta-se os problemas de saúde, drogas, álcool; e o ambiente familiar se desestabiliza. Os programas de incentivo aos empresários  foram abandonados, como o Pólo JK, que era para ser um porto seco; a Cidade Digital, que poderia abrigar empresas de tecnologia; o Pró-DF, que, em sua  maioria, virou galpões de depósito. O empresário no Distrito Federal não está sendo levado a sério e a consequência direta disso é que as empresas estão demitindo e levando seus negócios para outros estados, .

 E o que você pretende fazer para mudar esse quadro?

Sou da construção civil, que sempre teve um papel importantíssimo para a economia do Distrito Federal. Geramos centenas de milhares de empregos diretos e indiretos. Em 2014, foram demitidos 49 mil. Este ano, foram 29 mil. Essas pessoas dependem do emprego para sobreviver. São as mesmas que consomem no mercado. E com o emprego perdido, toda uma cadeia é quebrada. Hoje, o GDF tem 4 milhões de metros quadrados de obras paradas à espera de aprovação. Depois do funcionalismo público, a indústria do DF é a construção civil. A gente tem que fiscalizar, fazer com que o governo cumpra  prazos; exigir que as administrações aprovem os projetos, quando  estiverem corretos; temos que fazer com que a Terracap cumpra seu papel de loteadora, fazendo a infra-estrutura dos bairros que lança.

Suas propostas estão em sintonia com as da chapa majoritária, que tem Jofran Frejat (PR) como candidato a governador?

Sim. Nossas propostas têm uma linha progressista. Defendemos um Estado mínimo regulador, que dê condições para que a iniciativa privada vá bem.

Como tem sido sua campanha?

Estamos trabalhando muito. Eu tenho uma campanha bastante espalhada pela cidade. Tenho acompanhado o governador Frejat em alguns comícios e reuniões. O senador Gim sempre participa. Nós estamos juntos nesta caminhada.

Na campanha, você  tem usado o seu nome para um trocadilho com a proposta de um “bom tempo” para o DF. O que o eleitor pode esperar de você como distrital?

Como não temos vereadores em Brasília, eu acredito que o elo mais próximo do povo com o Estado é o  distrital. Cabe a ele acompanhar o andamento das cidades. Nestas caminhadas que tenho feito, principalmente nos locais mais humildes,  tenho visto situações de calamidade pública: esgoto a céu aberto, falta asfalto, iluminação pública e até água. É muito triste ver essa situação, sabendo que o DF tem um orçamento de R$ 35 bilhões para este ano. A gente tem que estar na rua, pinçando esses problemas de perto, exigindo um posicionamento do governo, fiscalizando se obras vão ser executadas, propondo emendas parlamentares para resolver problemas pontuais. Precisamos estar em contato direto com a população, para saber, de maneira preventiva, o que a gente pode fazer  para que isso não volte a acontecer.

Qual o  diferencial de Bruno Bontempo?

Estou na formação de uma nova liderança no DF. Coloquei isso como um desafio na minha vida, uma missão.  Tenho uma vida ilibada, não tenho antecedente que possa denegrir minha vida pública. Nem um cheque sem fundos. Acredito que é possível ser honesto e fazer muito Brasília. Temos um grupo político de pessoas do bem, que querem mudança mesmo.

 Você quer fazer carreira política?

Sim. Quero ser governador de Brasília daqui a 20 anos. Digo isso com a maior ousadia, mas com muita humildade.

Mesmo antes de entrar para a política, você tinha uma atuação na área social?

Fui o idealizador do projeto social Gente do Bem, que agora faz parte do calendário do Jornal de Brasília, que ajuda várias instituições de caridade. Começou com o Amigos de Brasília, há mais ou menos oito anos. Éramos um grupo de amigos com o desejo de ajudar e fazemos até hoje um torneio de tênis no fim do ano, com o objetivo de reverter a renda para essas instituições.

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