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Bolsonaro evita Lula em Salvador, faz motociata e promete combustíveis mais baratos do mundo

O presidente criticou os governadores dos nove estados do Nordeste e prometeu que o Brasil terá um dos combustíveis mais baratos do mundo

Por FolhaPress 02/07/2022 10h37
Foto: Evaristo Sá/ AFP

Marianna Holanda e João Pedro Pitombo
Salvador, BA

O presidente Jair Bolsonaro (PL) evitou um possível encontro como ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), faltou ao cortejo cívico pela Independência da Bahia e se uniu a apoiadores em uma motociata pelas ruas de Salvador neste sábado (2).

A presença de quatro presidenciáveis na capital baiana -Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) também participam do cortejo cívico pelas ruas do Centro Antigo de Salvador- são o primeiro grande teste da campanha presidencial, com militantes nas ruas e preocupação adicional com a segurança.

Bolsonaro chegou por volta de 9h30 ao Farol da Barra, ponto de concentração da motociata, e discursou em cima de um trio elétrico ao lado do pré-candidato a governador da Bahia, João Roma (PL), e da pré-candidata ao Senado, Raíssa Soares (PL).

No discurso, o presidente criticou os governadores dos nove estados do Nordeste e prometeu que o Brasil terá um dos combustíveis mais baratos do mundo.

“Lamento que os nove governadores do Nordeste tenham entrado na Justiça contra a redução de impostos da gasolina. Isso é inadmissível. […] Vamos acreditar que a Justiça não dará ganho de causa a essas pessoas e teremos um dos combustíveis mais baratos do mundo”, disse.

O presidente ainda citou a data da Independência da Bahia e fez uma defesa da liberdade em uma referência às eleições.

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“O que está em jogo neste ano é o bem-estar e a liberdade de cada um de nós. Tenho certeza que, se preciso, tudo faremos para que a nossa Constituição, nossa democracia, e nossa liberdade venham a ser preservadas.”

No ato bolsonarista, as pessoas usavam as cores verde e amarelo. Ambulantes vendiam bandeiras do Brasil e camisetas do presidente. Adesivos de Bolsonaro com João Roma também estavam sendo distribuídos.

Um apoiador do presidente levou para o Farol da Barra uma placa com o nome “rua Soldado Wesley”, em referência ao policial militar Wesley Soares, morto em março deste ano no Farol da Barra, mesma região dos atos realizados nesta terça-feira.

Na ocasião, o soldado passou quatro horas dando tiros para o alto, gritando palavras de ordem, e foi baleado após atirar com um fuzil contra policiais que negociavam sua rendição. Desde então, ele tem sido tratado como uma espécie de mártir por grupos bolsonaristas.

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Na concentração da motociata, nos arredores do Farol da Barra, um homem estendeu uma toalha com a imagem do ex-presidente Lula da janela de um prédio. Foi xingado e vaiado por bolsonaristas.

O ponto de partida da motociata acabou sendo alterado na última semana para evitar possíveis conflitos entre bolsonaristas e petistas.

O ato estava previsto inicialmente para sair às 9h das imediações da Arena Fonte Nova. Mas a concentração foi mudada para o Farol da Barra após uma coincidência de data e local com o evento do ex-presidente Lula, que vai acontecer às 10h30 dentro do estádio.

A motociata percorre um trajeto de 37 km até o Parque dos Ventos, no bairro da Boca do Rio, passando pela avenida Paralela. Carros devem se uniram ao trajeto na altura do bairro de Ondina.

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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), disse esperar que a legislação de trânsito seja cumprida na motociata “para evitar qualquer tipo de aplicação de multa”. Bolsonaro costuma não usar capacete em seus desfiles de moto, infração gravíssima, passível de multa e da suspensão do direito de dirigir.

Data cívica máxima da Bahia, o 2 de Julho celebra a expulsão das tropas portuguesas de Salvador em 1823, quase dez meses depois da Independência do Brasil.

Diferentemente da maioria dos estados, onde a Independência aconteceu sem luta armada, na Bahia ela foi precedida por batalhas entre tropas aliadas a Portugal e tropas formadas por brasileiros.

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A data é celebrada todos os anos em um cortejo no qual participam bandas de fanfarra, de percussão e grupos folclóricos, com a celebração das figuras do caboclo e da cabocla, que representam o surgimento da nação e lembram a miscigenação brasileira.

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