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Política & Poder

Battisti responde à justiça brasileira por falsidade ideológica

Arquivo Geral

10/12/2009 0h00


O ex-ativista de esquerda Cesare Battisti, que está preso no Brasil à espera de extradição à Itália, compareceu hoje diante de um juiz no Rio de Janeiro para responder a um processo de falsidade ideológica, por causa do passaporte utilizado por ele para entrar no país.

Battisti, de 55 anos, foi interrogado pelo juiz Rodolfo Kronemberg Hartmann, da 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, sobre o documento que usou para ingressar no país em 2004, depois de fugir da França.

Embora tivesse a sua foto, o passaporte estava em nome de outra pessoa.

Conforme Battisti, o documento foi entregue a ele por um agente do Governo francês, cujo nome não revelou.

Battisti, que foi condenado em seu país à prisão perpétua por quatro assassinatos, foi detido em março de 2007 no Rio de Janeiro e depois transferido a uma prisão de Brasília.

Em janeiro passado, o Governo brasileiro concedeu a ele status de refugiado.

Battisti foi integrante do Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), um braço das Brigadas Vermelhas, o grupo armado mais ativo durante a onda de violência política que sacudiu à Itália há quatro décadas.

Em 1993, o ex-ativista foi condenado à revelia por um tribunal italiano pela morte de dois policiais, um joalheiro e um açougueiro, cometidos entre 1977 e 1979.

No mês passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou sua extradição à Itália, onde foi condenado à prisão perpétua pelos quatro assassinatos, mas a decisão final será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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