Battisti, de 55 anos, foi interrogado pelo juiz Rodolfo Kronemberg Hartmann, da 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, sobre o documento que usou para ingressar no país em 2004, depois de fugir da França.
Embora tivesse a sua foto, o passaporte estava em nome de outra pessoa.
Conforme Battisti, o documento foi entregue a ele por um agente do Governo francês, cujo nome não revelou.
Battisti, que foi condenado em seu país à prisão perpétua por quatro assassinatos, foi detido em março de 2007 no Rio de Janeiro e depois transferido a uma prisão de Brasília.
Em janeiro passado, o Governo brasileiro concedeu a ele status de refugiado.
Battisti foi integrante do Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), um braço das Brigadas Vermelhas, o grupo armado mais ativo durante a onda de violência política que sacudiu à Itália há quatro décadas.
Em 1993, o ex-ativista foi condenado à revelia por um tribunal italiano pela morte de dois policiais, um joalheiro e um açougueiro, cometidos entre 1977 e 1979.
No mês passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou sua extradição à Itália, onde foi condenado à prisão perpétua pelos quatro assassinatos, mas a decisão final será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.