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Política & Poder

Banqueiro Daniel Vorcaro é transferido para presídio federal em Brasília

A transferência, autorizada pelo STF, visa evitar interferências nas investigações da Operação Compliance Zero sobre fraudes bilionárias no Banco Master

Redação Jornal de Brasília

06/03/2026 16h06

Foto: Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal de Brasília, um presídio de segurança máxima. A mudança ocorreu por meio de um voo da Polícia Federal, que pousou no Aeroporto Internacional de Brasília por volta das 15h30.

Vorcaro havia sido preso na quarta-feira (4), na terceira fase da Operação Compliance Zero, e estava custodiado na Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo. A transferência foi autorizada na quinta-feira (5) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações que apuram fraudes no Banco Master.

A Polícia Federal solicitou a medida para evitar que o banqueiro influencie as apurações. Segundo a corporação, as peculiaridades do caso demandam cautela, dada a potencial capacidade de Vorcaro de mobilizar redes de influência que poderiam interferir nas investigações ou no cumprimento de determinações judiciais. Além disso, a transferência visa proteger a integridade física do investigado.

Na mesma operação, Luiz Phillipi Mourão, aliado de Vorcaro conhecido como ‘Sicario’, foi preso e tentou atentado contra a própria vida na carceragem da PF em Minas Gerais, onde está internado em um hospital de Belo Horizonte. As investigações apontam que Mourão atuava monitorando e obtendo informações sigilosas de adversários do banqueiro.

Vorcaro já havia sido preso em fase anterior da operação, no ano passado, mas obteve liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica. A nova prisão se baseou em mensagens encontradas em seu celular, nas quais ele ameaça jornalistas e pessoas que teriam contrariado seus interesses.

A Operação Compliance Zero investiga fraudes bilionárias no Banco Master, que geraram um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para ressarcimento de investidores. As informações foram retiradas da Agência Brasil.

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