Eric Zambon
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O deputado federal Rogério Rosso (PSD) foi um dos parlamentares que apoiaram a candidatura de Eduardo Cunha em 2015 mas, na madrugada de ontem, votaram pela cassação do peemedebista. A derrota de Rosso para Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi, inclusive, citada por Cunha como um dos motivos para ele ter perdido seus direitos políticos por oito anos.
Antes aliado do deputado cassado, Rosso se limitou a dizer que a saída dele foi “ uma deliberação da ampla maioria do Senado”. Presidente da comissão do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, o deputado garantiu que suas posições ao votar pelo impedimento da petista e também pela cassação de Cunha não são contraditórias.
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Ao se candidatar para a presidência da Câmara este ano, Rogério Rosso contou com amplo apoio não só do Centrão, mas também de Cunha e de seus aliados.
Roney Nêmer é aliado do ex-vice-governador do DF Tadeu Filippelli (PMDB), do time de Temer, que não quer briga com Cunha.
“São assuntos distintos e cada deputado cumpriu sua parte. As instituições estão fortalecidas e a Constituição está sendo cumprida”, generalizou. Na sessão que culminou em seu afastamento definitivo, no entanto, o peemedebista atribuiu a si a continuidade do processo de impeachment e ameaçou os demais quanto às consequências do processo.
Outro aliado de Cunha que não bancou sua defesa foi Rôney Nemer (PP). O federal se absteve da votação e justificou, por meio de nota, que não “obteve segurança suficiente para julgar”.
“A ação votada ontem não trata das acusações de corrupção feitas contra Eduardo Cunha, mas de sua fala exposta em sessão da CPI da Petrobrás”, complementou o parlamentar, fugindo da polêmica.
Até esta publicação, a reportagem não conseguiu contato com outros deputados federais outrora apoiadores de Eduardo Cunha. Alberto Fraga (DEM), o mais votado no DF em 2014, votou a favor da cassação do ex-presidente da Casa e Laerte Bessa (PR) seguiu Nemer e se absteve no julgamento.