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Política & Poder

Babá cedeu ao pedido de filho de Zoghbi para servir de laranja em firma

Arquivo Geral

09/05/2009 0h00

Suspeita de ser laranja do ex-diretor do Senado João Carlos Zoghbi, illness a babá Maria Izabel Gomes, rx 83 anos, approved disse ontem que aceitou emprestar sua assinatura para a abertura de empresas de fachada a pedido de um filho do servidor. Inquérito policial aberto pelo Senado investiga se as empresas pertenciam ao ex-diretor de Recursos Humanos, de quem Izabel foi babá. A informação a respeito das declarações de Maria Izabel foi dada pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende Zoghbi.

O uso da babá supostamente visaria a ocultar o recebimento de quantias milionárias de instituições financeiras que faziam negócios com o Senado na área de crédito consignado, tendo o ex-diretor como intermediário. O inquérito foi aberto por ordem do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O procurador da República Gustavo Pessanha Velloso, designado para acompanhar o inquérito, esteve presente ao depoimento de ontem. A Polícia Federal poderá ser chamada a ajudar nas investigações.

Zoghbi deixou a função de diretor de Recursos Humanos do Senado após a descoberta de que repassou para parentes o apartamento funcional do Senado, que deveria ser destinado exclusivamente a ele.

De acordo com a revista Época, Zoghbi usou o nome de Maria Izabel para abrir três empresas – DMZ Consultoria Empresarial, DMZ Corretora de Seguros e Contact Assessoria de Crédito. Até três anos atrás, Maria Izabel não tinha renda alguma. Segundo a Época, em um ano e meio as três empresas dela, e de outros dois sócios, faturaram R$ 3 milhões.


Negativas gerais
Funcionários da Contact Assessoria de Crédito, que participava de operações de créditos consignados para o Senado, afirmaram ontem à Polícia Legislativa que os serviços de intermediação entre instituições financeiras e servidores da Casa eram legítimos. Eles negaram qualquer relação com Zoghbi.

Prestaram depoimento Bianca Machado, sócia-gerente da empresa; Ana Luíza, funcionária da administração; e um motoboy cujo nome não foi revelado.
Eles foram convocados para falar no inquérito aberto pela Polícia do Senado para investigar suposto esquema montado pelo ex-diretor. Segundo o advogado da empresa, Celso Lemos, Bianca trouxe provas das ações da Contac para sustentar que o empreendimento não é de fachada.

Lemos evitou fazer uma relação entre Bianca e Maria Izabel. No depoimento, de acordo com o advogado, a sócia da Contact teria relatado como se formou a parceria com o Senado. “Ela trouxe provas da regularidade da empresa e do seu protagonismo à frente da empresa”, disse.
Questionado como se dava a prestação de serviço da empresa para o Senado, o advogado desconversou. “Desconheço. Eu respondo pela minha cliente e fico limitado a este universo, mas temos atividades agressivas de mercado”.

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