Sionei Ricardo Leão
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A Justiça Eleitoral está preocupada em orientar ao eleitor sobre a escolha da segunda vaga ao Senado, em 3 de outubro. O temor é que eleitores desatentos desperdicem a opção ou anulem o voto, pois essa situação de indicar dois para os mesmos cargos só ocorre a cada oito anos.
Para não errar é fácil. Os eleitores não podem repetir o número de um mesmo concorrente ao Senado. Se votar duas vezes no mesmo candidato, a segunda operação será cancelada.
Na última vez que houve votação para a escolha de dois senadores, em 2002, o índice de votos nulos para o Senado no DF foi o mais alto do País, com 12% – o que correspondeu a 195.463 votos desperdiçados, seja por vontade própria do eleitor ou por desconhecimento das regras. Foi o pleito em que foram eleitos os empresários Paulo Octávio (PFL, hoje DEM) e Luís Estevão (PMDB).
O secretário de Tecnologia de Informação do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), Ricardo Negrão, atribui esse alto índice de anulações na escolha para senador ao fato de o eleitor estar “destreinado”. Isto porque, quatro anos atrás, tiveram que indicar apenas um nome, quando foi escolhido Joaquim Roriz – que acabou renunciando ao mandato e hoje não consegue confirmar a candidatura por estar enquadrado num artigo da Lei da Ficha Limpa que trata da renúncia para escapar à cassação.
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