Enquanto não se tem um modelo de eleições diretas para as administrações regionais, associações de moradores e movimentos sociais tem formado pilhas de listas com sugestões de quem poderá comandá-las, ao menos no início da gestão de Rodrigo Rollemberg.
A atitude é elogiada pela equipe de transição e pelo próprio governador eleito, mas o novo governo avisa: “Não aceitará imposições”.
“Por enquanto não estamos fazendo nada com as listas. É bom que a população se mova para fazer essa escolha, mas essa decisão só será tomada no final do mês”, avisou o coordenador-geral da equipe de transição, Hélio Doyle.
Representantes dos condomínios do Jardim Botânico entregaram, ontem, uma lista à equipe de transição. Eles deixaram claro que não aceitarão a recusa do novo governo. “Caso o governador Rollemberg não aceite nenhum dos nomes, vamos cobrar dele as promessas que ele fez em campanha de ouvir a população”, afirmou Toni Duarte, membro da comissão.
Em Ceilândia foi criado o Fórum Permanente das Entidades, que definirá amanhã os nomes que irão compor a lista para ser entregue na segunda-feira. Entre os nomes que estão na disputa, políticos derrotados nas últimas eleições, como Goudim Carneiro (PPL) e Marcelo da Adega (PSD), além do prefeito da Guariroba, Higor Sávio (PT).
Última palavra
Hélio Doyle sabe que não atender aos pedidos dos grupos poderá criar uma insatisfação e até a oposição dos movimentos, mas ele esclarece que a decisão será de Rollemberg. “Ninguém vai impor a escolha de uma lista ao governador. O que vai impor será a eleição, pois ele não é obrigado a aceitar nada”, declarou o coordenador.