José Roberto Arruda (sem partido), prestou depoimento por quase três horas na tarde desta quinta-feira (6) sobre a violação do painel do Senado Federal, em 2001, após a votação de cassação de Luiz Estevão. Na época, o então senador Arruda afirmou que teria recebido, sem pedir, um envelope pardo da diretora do Prodasen (Secretaria Especial de Informática) do Senado, Regina Célia. Segundo ele, o envelope era para ser entregue ao senador Antônio Carlos Magalhães, já falecido.
O ex-governador do Distrito Federal, que é acusado de improbidade administrativa, disse também que o verdadeiro dano a uma casa legislativa é esconder os votos dos representantes eleitos pela população.
Daqui a 15 dias, Regina Célia Peres Borges, ex-diretora do Prodasen, também envolvida no escândalo, vai prestar depoimento.
Se condenado, Arruda pode perder os direitos políticos por até oito anos e pode ser obrigado a ressarcir a União com as despesas da perícia que confirmou a violação do painel. A Justiça Federal do Distrito Federal informou que a sentença do ex-governador deve sair no 2° semestre de 2010.