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Política & Poder

Aprovação do nome de secretário para a Adasa é mais uma derrota de Rollemberg

Arquivo Geral

10/12/2014 8h00

A aprovação do nome do secretário de Transportes, José Walter Vazquez, para o cargo de diretor da Agência de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa), ontem, na Câmara Legislativa representa mais uma derrota do futuro governo Rollemberg na Casa. 

O Plenário estava praticamente vazio quando a sessão começou. O presidente do PSB-DF, Marcos Dantas, era um dos convidados. Assistiu à sessão de muito perto. Mas deixou o Plenário, depois de receber uma ligação e  minutos antes de o nome de Vazquez ser referendado por 16 distritais.

A distrital Celina Leão (PDT) estaria articulando com os colegas a indicação de um parlamentar para concorrer ao cargo, o que deveria facilitar a manobra. O nome seria o do distrital  Washington Mesquita (PTB). Celina nega, no entanto, qualquer investida nesse sentido. 

A falta de acordo esvaziou o Plenário, no início da sessão, mas a articulação falha do novo governo teria feito com que a indicação fosse aprovada, segundo o que se ouvia nos corredores. No fim da sessão, sob a condição de anonimato, um distrital fez o resumo da ópera: “Foi só mais uma derrota do Rollemberg. Ele está muito mal articulado aqui”.

Até Joe Valle…

Até  Joe Valle (PDT), que é da base do  novo governo, votou “sim”. Depois da sessão, ele disse que não sabia de qualquer articulação contra a aprovação do secretário. “Não tenho nada contra ele”, resumiu. 

O coordenador de Assuntos Legislativos do GDF, José Willeman, disse que não há estranheza no voto de Valle. “Ele é da base de governo”, afirmou, enquanto recebia um recado de Benedito Domingos (PP), que não conseguiu chegar à sessão, por causa do trânsito. Reflexo do caos que a cidade se transformou ontem, com as greves e manifestações de trabalhadores sem salário.

Alírio Neto (PEN), Celina Leão, Eliana Pedrosa (PPS), Liliane Roriz (PRTB), Patrício (PT),  Paulo Roriz (PP) e Washington Mesquita  também se ausentaram da votação.

R$ 45 mil mensais por cinco anos

Antes da votação, Paulo Roriz  questionou o nome de Vazquez para o cargo, sugerindo que o PMDB teria alguma intenção por trás.  Vazquez é amigo e já foi chefe de gabinete do vice-governador Tadeu Filippelli, presidente do PMDB-DF.

“Como é que se vota um projeto aqui, com o caos que Brasília está?”, questionou, garantindo que não votaria a indicação — cuja remuneração, segundo ele, é de R$ 45 mil e o mandato de cinco anos.  “Não podemos fazer desta Casa um quintal do  Buriti”, disse. 

A resposta veio do distrital Wellington Luiz (PMDB), que ressaltou o “currículo invejável” do secretário. “Não tem nada por trás disso”, garantiu.

O cargo

A posse de Vazquez para o cargo depende apenas da nomeação pelo governador Agnelo Queiroz, o que deve ocorrer já  nos próximos dias. Antes de ter o nome referendado pelo Plenário, ele já havia sido sabatinado na Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo.

Washington Mesquita não respondeu às ligações da reportagem. Já a assessoria da equipe de transição garantiu que Marcos Dantas estava na Câmara Legislativa para tratar da aprovação do orçamento para o ano que vem.

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