André Levino
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O apelo vem logo na abertura do horário eleitoral da TV. “Sou candidato. A Constituição Brasileira me garante este direito”. Assim o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) reafirma, quase todas as noites, que está na disputa ao Palácio do Buriti. Mas isto pode não trazer os dividendos que o ex-governador deseja para se manter na corrida ao GDF.
Para alguns especialistas, o discurso funciona porque utiliza de forma eficiente a emoção e sentimento popular. Mas, do outro lado da moeda, ameaça trazer desgaste para a imagem. “Roriz sabe lidar com a linguagem para o eleitorado dele. Ao ouvi-lo, a pessoa pode ficar impressionada, inebriada. É uma forma que envolve a emoção popular porque ele passa a figura de celestial. Ele sabe e fatura em cima disso”, destaca o professor de Semiótica da Universidade Católica de Brasília (UCB), Luiz Iasbeck.
Ele lembra que, por ser a Semiótica a ciência que estuda o significado dos sentidos, avaliando o gestual de Roriz o formato se sobrepõe ao conteúdo. A eloquência do ex-governador comove principalmente o eleitorado de menor instrução.
“Ele fala em tom emocional, com tom de voz entre o adocicado e o modulado. Sua oratória traz uma modulação musical com tremores na voz. Isso gera um aspecto messiânico, de alguém de poder extraordinário. Algo que se assemelha a um padre numa missa”, esclarece Iasbeck.
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