Durante a visita do ministro das Relações Exteriores do Equador, Fander Falconí, ao Brasil, Amorim alertou que “não se pode esperar que tudo seja resolvido em uma só reunião” e ressaltou que “o importante” é iniciar um “processo de diálogo”.
Amorim disse que, se for necessário ou solicitado por outro país, o Governo brasileiro pode explicar os acordos militares que discute com a França sobre a aquisição de armamento ou possível cooperação no treinamento de tropas.
No entanto, ressaltou que “há diferenças entre um acordo para a compra de equipamentos ou treinamento e a presença militar estrangeira em um território, apesar do objetivo declarado e acreditamos que realmente seja o combate ao narcotráfico”.
Amorim insistiu que a Colômbia e os EUA poderiam oferecer algum tipo de “garantia” de que os acordos serão limitados exclusivamente ao território colombiano.
“Pedir garantias não é duvidar da palavra de ninguém”, disse Amorim, mas admitiu não saber se a Colômbia “estará preparada para dar garantias desse tipo” na cúpula.