O chanceler Celso Amorim expressou hoje sua confiança de que a pressão internacional ajudará ao retorno do presidente deposto de Honduras, more about Manuel Zelaya, e não descartou que a Organização dos Estados Americanos (OEA) adote outras medidas contra o Governo golpista.
“O que a OEA puder fazer é importante, e se é necessária uma decisão mais explícita para dar cobertura a uma ação de todos os membros, esse pode ser um caminho”, assinalou Amorim, que insinuou que medidas econômicas mais duras contra Honduras poderiam se somar à pressão política.
O chanceler explicou que o Brasil “fez o que podia fazer” e que suspendeu alguns projetos de cooperação com Honduras após o golpe, mas admitiu que há países que “têm mais meios” para uma pressão econômica, citando Estados Unidos e os membros da União Europeia (UE).
Segundo Amorim, “o único caminho” para restabelecer a normalidade é o retorno ao poder do presidente Zelaya, dentro das resoluções da OEA, e reiterou sua condenação a um golpe que qualificou de “anacrônico e extemporâneo”.
O chanceler brasileiro apontou que “a comunidade internacional, aconteça o que acontecer, não vai ser branda com os golpistas se ocorrer algo com o presidente Zelaya”