Amorim, que está em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, afirmou que o líder deposto chegou por meios “próprios e pacíficos” e que o Brasil quer encontrar “uma solução pacífica e rápida para a situação atual”.
O chanceler afirmou que o presidente deposto está agora sob proteção brasileira e que não acredita que o Governo de fato de Honduras fará “uma flagrante violação do direito internacional” contra a embaixada do Brasil.
Amorim explicou que soube que Manuel Zelaya estava na embaixada brasileira logo após chegar a Nova York e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava viajando para os Estados Unidos quando recebeu “de surpresa” a notícia.
“Agora temos uma nova evolução da situação e a comunidade internacional confia no bom sentido das autoridades de fato para favorecer uma solução rápida e pacífica”, afirmou
Segundo o chanceler, as autoridades brasileiras entraram em contato com a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Governo dos EUA e outras autoridades internacionais que tenham relação com o Governo de Honduras para pedir que “sejam sensatos”.
Amorim disse “não ter detalhes” de como Zelaya chegou até a sede diplomática brasileira, mas insistiu que foi por “meios próprios e pacíficos”.
O Brasil, assegurou o chefe da diplomacia, sempre defendeu uma “solução rápida com o retorno de Zelaya” a Honduras, e as eleições de 29 de novembro devem ser conduzidas pelo presidente constitucional do país.
Amorim apontou também que não sabe o tempo que Zelaya permanecerá na embaixada, que lhe deu “abrigo e proteção”.