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Amilton admite negociação com municípios: houve demandas com carta da Davati

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), exibiu durante a oitiva uma carta da Senah encaminhada a uma associação de municípios do Acre

Foto: Facebook/Senah/Reprodução

Confrontado com informações trazidas pelos integrantes da CPI da Covid, o reverendo Amilton de Paula precisou ajustar seu depoimento e admitiu que a Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), a qual preside, abriu diálogos sobre venda de vacinas com prefeituras. Antes, ele afirmou que a entidade não fez negociação com municípios. “Eu não conversei com nenhum governador, prefeito”, havia dito anteriormente.

No entanto, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), exibiu durante a oitiva uma carta da Senah encaminhada a uma associação de municípios do Acre. “Sobre a questão dos municípios, houve sim essas demandas, com a carta de encaminhamento da Davati a municípios. Quem fez isso foi o Renato Gabbi (integrante da Senah). Eles têm acesso ao próprio e-mail da presidência”, reconheceu o reverendo.

Em outro ajuste no depoimento, Amilton afirmou que pode ter se encontrado com o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias. Dias foi exonerado da pasta após o cabo Luiz Dominguetti acusá-lo de ter pedido propina de US$ 1 por dose vacina.

Estadão Conteúdo






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