Menu
Política & Poder

Aliança é que definirá sucessões estaduais

Arquivo Geral

17/03/2014 8h00

A candidata do PT ao governo do Paraná, a senadora Gleisi Hoffman, pode ter mais chances de vitória caso o PMDB apresente candidato próprio. Nesse cenário, o segundo turno é mais provável já que os votos do governador, Beto Richa (PSDB), ficarão diluídos.  

Na Assembleia Legislativa do Paraná, o PMDB tem a maior bancada de deputados estaduais, 12. E entre eles, apenas um defende o apoio à candidata do PT. Enquanto quatro acham que o melhor caminho seria candidatura própria, quatro querem ficar do lado do governador e três estão em cima do muro. Isso ilustra como será difícil tomar a decisão internamente.

O principal nome do PMDB seria o senador Roberto Requião, que governou o estado por três mandatos. Ele já declarou que não gostaria de enfrentar prévias e que só estaria convencido em disputar o governo caso fosse aclamado pelo partido. Corre por fora, mas sem tantas chances, Orlando Pessuti, que foi governador depois de Requião renunciar para se candidatar ao Senado, em 2010.

O PMDB, inclusive, ocupa cargos no governo Richa. Foram indicados pela legenda os secretários de Trabalho e de Meio Ambiente. Mas, mesmo assim, ainda não tomou sua decisão por apoiar ou não a reeleição.

Em campanha

A ex-chefe da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff percorre o Paraná em campanha. Já em fevereiro, prestes a deixar o cargo no Palácio do Planalto, ela participou de um encontro de agricultores, grupo influente no estado, uma vez que o agronegócio representa boa parte da receita. Para agradar, Gleisi colocou chapéu, subiu em colheitadeira e até jogou grãos para o alto.

Pela primeira vez, o PT tem o apoio do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT). Ele foi eleito com o apoio do PT e, portanto, deve retribuir o palanque em outubro. 

Mesmo assim, a tarefa petista não é fácil. Em pesquisas de intenção de voto, a senadora aparece com índices em torno de 25%, dependendo da presença do ex-governador na simulação. Os petistas nunca sequer chegaram ao segundo turno para governador no Paraná. A melhor participação não conseguiu nem 20% dos votos.

A manobra para isolar o PT
A estratégia do governador pode ser isolar a candidatura do PT. Caso convença o PMDB a não tentar a cabeça de chapa, Richa deve dispor de cerca de 40% dos votos. Se os tucanos não tiverem sucesso, devem ver Requião com cerca de 20% dos votos.
 
A avaliação do governo é considerada boa ou ótima por 45% dos paranaenses, de acordo com uma pesquisa feita pelo Ibope em novembro. Houve queda nos últimos dois anos. No final de 2011, foram registrados 74% de aprovação. Mesmo assim, a imagem do governador ainda é tida como positiva por especialista.
Só que o quadro pode mudar nos próximos meses. Existe um déficit de R$ 1,1 bilhão com fornecedores, que provocou sucessivas mudanças na Secretaria de Fazenda desde o mês de dezembro. Caso a crise estoure, Beto Richa pode acabar vendo sua reputação piorar.
 
Por fora
 
Corre por fora uma possível candidatura do PSD, com Joel Malucelli, um dos maiores empresários do estado Paraná. Malucelli possui um patrimônio de R$ 2 bilhões, além de ter a bênção do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. 
 
Senado
 
A briga pela única vaga de senador pode ser familiar. Candidato à reeleição, Álvaro Dias (PSDB) corre o risco ter como adversário o irmão, Osmar Dias (PDT), que tem o apoio do PT. Diretor do Banco do Brasil, Osmar faz parte da estratégia petista de tirar de cena um dos maiores opositores do governo Dilma no Congresso. Por enquanto, os irmãos negam que serão rivais. Se Osmar Dias não for candidato, o PT deve lançar o vice-presidente da Câmara, o deputado André Vargas.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado