
A candidata do PT ao governo do Paraná, a senadora Gleisi Hoffman, pode ter mais chances de vitória caso o PMDB apresente candidato próprio. Nesse cenário, o segundo turno é mais provável já que os votos do governador, Beto Richa (PSDB), ficarão diluídos.
Na Assembleia Legislativa do Paraná, o PMDB tem a maior bancada de deputados estaduais, 12. E entre eles, apenas um defende o apoio à candidata do PT. Enquanto quatro acham que o melhor caminho seria candidatura própria, quatro querem ficar do lado do governador e três estão em cima do muro. Isso ilustra como será difícil tomar a decisão internamente.
O principal nome do PMDB seria o senador Roberto Requião, que governou o estado por três mandatos. Ele já declarou que não gostaria de enfrentar prévias e que só estaria convencido em disputar o governo caso fosse aclamado pelo partido. Corre por fora, mas sem tantas chances, Orlando Pessuti, que foi governador depois de Requião renunciar para se candidatar ao Senado, em 2010.
O PMDB, inclusive, ocupa cargos no governo Richa. Foram indicados pela legenda os secretários de Trabalho e de Meio Ambiente. Mas, mesmo assim, ainda não tomou sua decisão por apoiar ou não a reeleição.
Em campanha
A ex-chefe da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff percorre o Paraná em campanha. Já em fevereiro, prestes a deixar o cargo no Palácio do Planalto, ela participou de um encontro de agricultores, grupo influente no estado, uma vez que o agronegócio representa boa parte da receita. Para agradar, Gleisi colocou chapéu, subiu em colheitadeira e até jogou grãos para o alto.
Pela primeira vez, o PT tem o apoio do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT). Ele foi eleito com o apoio do PT e, portanto, deve retribuir o palanque em outubro.
Mesmo assim, a tarefa petista não é fácil. Em pesquisas de intenção de voto, a senadora aparece com índices em torno de 25%, dependendo da presença do ex-governador na simulação. Os petistas nunca sequer chegaram ao segundo turno para governador no Paraná. A melhor participação não conseguiu nem 20% dos votos.