Isabel Paz
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Na contramão da orientação da Executiva nacional, o diretório regional do PPS informou na última sexta-feira ter realizado aliança com a coligação PT-PMDB para eleger a chapa majoritária Agnelo Queiroz (PT) e Tadeu Filippelli (PMDB) para o GDF. Insatisfeitos com a possível consagração da aliança, a direção nacional pode impor sanções para a Executiva regional, que deve rever sua posição antes da convenção partidária, prevista para esta segunda-feira.
Embora a direção regional tenha apresentado uma “justificativa plausível” para aderir a coligação PT-PMDB, que é contra a eleição do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), a movimentação do DF não agradou o diretório nacional. Aliados nacionais, o PPS, PSC, PSDB e DEM fazem base de apoio para a construção da candidatura para a Presidência da República do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
Articular uma aliança que faça palanque para a petista Dilma Rousseff, segundo o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, “soa incoerente”.
De acordo com Freire, a orientação nacional é de manter nos estados a coligação realizada no âmbito nacional. “Temos que superar os problemas, mas não nos aliarmos aos adversários”, explicou Freire. Inconformado com a decisão do PPS local, ele destaca que se houver uma definição oficial, essa possibilidade estará passível de sanções, como uma intervenção do diretório nacional no regional.
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