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Política & Poder

Aliados de Flávio questionam papel de amigo que trabalhou em governo do PT

Redação Jornal de Brasília

27/04/2026 6h54

Flávio Bolsonaro lançou sua pré-candidatura à Presidência | Agência Senado

Foto: Agência Senado

Gabriela Echenique
Folhapress


Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm cobrado, nos bastidores, que o presidenciável reduza o papel de Marcello Lopes na pré-campanha.

O ex-policial civil trabalhou em um governo do PT no Distrito Federal e é dono de uma agência que atende o BRB (Banco de Brasília), envolvido nas fraudes do Master.

Marcellão, como é conhecido, é amigo próximo do senador. Interlocutores do PL dizem que é uma das pessoas mais ouvidas por Flávio. Inclusive, tem ganhado mais poderes ao longo da pré-campanha.

O problema apontado pelos mesmos interlocutores é que o passado de Lopes e a atuação da agência de publicidade dele podem respingar na campanha eleitoral de Flávio, mesmo que ele colabore informalmente com o senador.

Lopes trabalhou no governo de Agnelo Queiroz (PT), no Distrito Federal (2011-14). Na época, foi investigado pela PF (Polícia Federal) por interceptação ilegal de e-mails de adversários. A Folha mostrou que, após o episódio, foi exonerado da Casa Militar do DF.

Além disso, ele é dono da agência de publicidade Cálix, que atende o BRB (Banco de Brasília), envolvido nas fraudes do Master. O contrato não é novo, mas aliados de Flávio temem que a atuação afete negativamente a campanha do presidenciável.

Integrantes do PL afirmam que Lopes tem exercido o papel de coordenador informal da campanha, inclusive traçando as linhas de ação para a equipe de comunicação.

Ao Painel, Lopes disse que sua atuação tem sido exclusivamente de contribuição, com troca de ideias, leitura de cenário e apoio estratégico. Ele admite que pode haver uma participação mais efetiva na campanha.

“Se isso se concretizar, vou me licenciar da presidência da minha empresa para me dedicar de forma efetiva à campanha”, afirmou.

Ele demonstrou espanto com críticas vindas do PL. “Não me parece produtivo nem proporcional ao que de fato está acontecendo”, concluiu

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