O presidente do Conselho de Ética do Senado, ampoule Leomar Quintanilha (PMDB-TO), online decidiu hoje devolver ao senador Almeida Lima (PMDB-SE) a relatoria da quarta representação contra o presidente da Casa, drug Renan Calheiros (PMDB-AL). A representação, de autoria do P-SOL, pede que seja investigada a participação de Renan em um suposto esquema de desvio de recursos públicos nos ministérios sob o comando do PMDB.
Quintanilha definirá até o final da tarde o relator da terceira representação, que investiga se Renan Calheiros utilizou laranjas para comprar empresas de comunicação em Alagoas. O senador Almeida Lima chegou a ser escolhido para relatar as duas representações.
Após críticas de senadores dos partidos da oposição ao governo, o presidente do Conselho de Ética voltou atrás na decisão. De acordo com ele, o relator da quarta representação não será do PMDB.
“A representação não é algo agradável, não é um trabalho que agrade ninguém. A maioria dos senadores com quem tenho conversado tem alegado o volume de compromissos que cada um já tem nessa casa”, disse Quintanilha, que também pediu ao senadores do bloco de apoio ao governo a indicação rápida de um parlamentar para a vaga deixada há uma semana por Epitácio Cafeteira (PTB-MA).
Este ano, outras duas representações contra Renan Calheiros foram apresentadas no Conselho de Ética. A primeira delas, rejeitada no plenário do Senado, acusava Renan de ter contas pessoais pagas pelo funcionário de uma construtora.
A segunda representação, ainda sob análise do Conselho de Ética, pede a cassação do mandato do presidente do Senado por suposto tráfico de influência em favor da cervejaria Schincariol junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ontem, as investigações sobre o caso foram paralisadas após o relator do caso, senador João Pedro (PT-AM), pedir sobrestamento do processo e a realização de diligência na Polícia Federal com o objetivo de obter os documentos sobre a Operação Cevada.
Realizada em junho de 2005, a operação revelou um esquema de sonegação fiscal que, segundo as investigações, envolvia a Schincariol. Mais de R$ 1 bilhão teriam sido sonegados.