A Advocacia-Geral da União solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a revogação imediata da decisão liminar do ministro André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.
O pedido do órgão também inclui a recondução de Leandro Almada ao posto de diretor de Inteligência da corporação. As duas saídas haviam sido determinadas por Mendonça em atendimento a uma ação apresentada pelo partido Novo.
Na petição, a AGU alegou que a liminar invade competência privativa do presidente da República para designar a chefia da PF. A instituição apontou ainda que o afastamento repentino ameaça a continuidade dos trabalhos de polícia judiciária e gera desorganização na corporação.
A representação pontuou que o despacho de Mendonça ocorreu depois que Fachin assumiu a condução dos episódios envolvendo a elaboração e o repasse de documentos de inteligência policial.
O caso se insere em uma série de medidas recentes no tribunal. No dia 3 de setembro, o ministro Alexandre de Moraes incluiu Mendonça no inquérito das Fake News com base em relatório da PF que apontava indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento político.
Antes disso, Mendonça havia retirado o sigilo de investigações da Operação Compliance Zero sobre fraudes ligadas ao Banco Master. Os autos continham mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com menções a Moraes que foram reunidas a pedido do próprio ministro.