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Política & Poder

Agenda de 2015 do Mané Garrincha ainda é mistério

Arquivo Geral

11/04/2015 7h00

A arena moderna e de manutenção cara é mais um dos imponentes monumentos que enfeitam o Eixo Monumental, a via mais badalada da capital federal. Mas a principal função do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, desde que a Copa do Mundo acabou, tem sido a de ornamentar. O novo governo estuda a melhor forma de entregar a edificação bilionária à iniciativa privada e o secretário de Turismo, Jaime Recena, diz que a pasta tem trabalhado para atrair competições de futebol. 

Times de futebol tem buscado o governo com interesse “informal” na agenda do Mané para sediar partidas do Campeonato Brasileiro, que começa no dia 9 de maio. Recena diz que, até agora, não houve consultar formais por parte de clubes e empresários para fazer reservas. “Temos algumas conversas informais, com alguns grupos que nos procuraram. Mas estamos aguardando a questão avançar”, conta.

Nada formal

A expectativa, ele diz, é de que estádio seja alugado para sediar entre 10 e 15 jogos. Tudo baseado nas conversar informais. Clubes como Flamengo, Fluminense e Vasco, confirmam que não há nada oficial.

“Vamos procurar alguns clubes para iniciarmos o  processo de negociação”, planeja Recena. Mas, na opinião dele, o momento não é propício, já que os times estão envolvidos com a reta final dos campeonatos regionais. “O momento  atrapalha a tomada de decisões”, explica.

Citando a agenda cultural movimentada do Mané (dia 24, a banda Kiss se apresenta na arena e, em novembro, será a vez da aguardada Pearl Jam), ele conta que, até o fim deste mês, a cúpula do governo deve concluir os estudos que apontarão a melhor maneira para firmar uma parceria com a iniciativa privada para administrar o estádio. “Aí a gente já deve ter um rumo para iniciar as conversas com os operadores privados que se interessarem em conversar”, destaca.

Estatuto do Torcedor pode atrapalhar
 
O veto ao projeto do ex-deputado distrital Alírio Neto (PEN), que regulamenta a venda de bebidas alcoólicas em estádios, pode atrapalhar a agenda do Mané Garrincha. 
 
Um burburinho nos corredores da Câmara Legislativa já causa certa polêmica à decisão do governador Rodrigo Rollemberg, que habita o “limbo dos vetos”, junto com  outros 125 projetos de distritais.
 
Estatuto do Torcedor
 
No veto, o governador argumentou que a proposição invade a competência da União de editar normas gerais sobre consumo e desporto. E cita o Estatuto do Torcedor, que trata sobre o porte de bebidas nos recintos esportivos. Para driblar a legislação nacional, no entanto, os estados têm lançado mão de pedidos judiciais para liberação da venda. O que desfavorece o Mané na concorrência.

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