
O ex-administrador de Sobradinho Carlos Augusto de Barros teve dificuldades de explicar as circunstâncias do contrato do show pelo qual é investigado o deputado Raad Massouh (PPL). Segundo ele, não houve pressão do deputado para que a emenda fosse executada, ao contrário do que apurou a investigação da Polícia Civil. Os parlamentares apuram a suspeita de que o evento foi superfaturado e teria beneficiado Raad.
A sessão da Comissão de Ética que interrogava o ex-administrador foi interrompida por votação no plenário para compor a Mesa Diretora. Com isso, Raad só será ouvido hoje.
Projeto inviável
Carlos Augusto também disse que a presidente do Sindicato de Turismo Rural, Maria Inez Viana, apresentou um projeto sem viabilidade e, em uma segunda tentativa, conseguiu a liberação dos recursos. Além disso, alegou não ter certeza de que o projeto teria sido feito pelo próprio promotor de eventos que organizou o festival, Carlos Henrique Neves. “Não me recordo bem desse trâmite”, admitiu.
Raad Massouh afirmou que não pode ser responsabilizado por irregularidades após a emenda. “Alguém que lutou pelo fim do décimo terceiro e décimo quarto salários, e chegou a devolver R$ 360 mil, vai querer receber R$ 70 mil ilegalmente?”, questionou Raad. “Foi uma farsa montada, não vou dizer por quem, por enquanto. Sou inocente e a verdade está começando a aparecer”, enfatizou.
Prazo será cumprido
O relator do processo, deputado Joe Valle, afirmou que o prazo estipulado inicialmente para a entrega do relatório, dia 21, está mantido. No entanto, o parlamentar mostrou-se contrariado com a interrupção.
A desaprovação também atingiu o presidente da Comissão de Ética. “Acredito que deveria ter sido suspensa a decisão d o plenário porque não havia nada tão importante ou mais importante do que nós estávamos fazendo aqui”, disse Doutor. Michel.
Militantes prometem sair
Os manifestantes que ocuparam a entrada da Câmara Legislativa, na terça-feira, prometeram permanecer no local até o fim da reunião da Mesa Diretora, que decidirá sobre a abertura de processo contra os distritais Rôney Nemer (PMDB), Benedito Gomes (PP) e Aylton Gomes (PP). Eles pedem ainda que a Casa vote as leis pelo passe livre, transporte 24 horas e a abertura de uma CPI contra a Terracap, para averiguar a questão do alegado “Santuário dos Pajes”, no Setor Noroeste.
No início da tarde de ontem, manifestantes que estavam do lado de fora da Câmara foram informados que não poderiam entrar na Casa por motivo de segurança. A decisão da segurança foi recebida com descontentamento pelos jovens, que quiseram forçar a entrada.
Segurança impede invasão
Durante a sessão ordinária, os manifestantes tentaram entrar na área de trânsito dos parlamentares, que dá acesso ao Plenário, mas foram contidos pela segurança. Outros militantes tentaram entrar pela garagem e pular as barreiras que protegem o prédio, sem sucesso.
Representantes da Secretaria Nacional de Direitos Humanos e da Secretaria Geral da Câmara garantiram, que os acordos dando lhes acesso a água, energia elétrica e aos banheiros seriam mantidos.