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Política & Poder

50% dos brasileiros veem chance de interferência estrangeira nas eleições, diz Datafolha

Esta é o primeiro levantamento feito pelo Datafolha após a conclusão do processo de registro das candidaturas e do início oficial da campanha

Redação Jornal de Brasília

23/08/2026 18h57

pres lula encontro com trump casa branca

Foto: Ricardo Stuckert/PR

ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA E MARCELO AZEVEDO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Uma parcela de 50% dos eleitores acredita existir chance de outros países interferirem na eleições brasileira, enquanto 43% descartam a possibilidade de agência de estrangeiros no pleito nacional. Os dados são de novo recorte de pesquisa Datafolha divulgado neste sábado (22).

O grupo que enxerga uma possível interferência nas eleições se divide entre 32% que afirmam ver isso como um problema e 18% dos entrevistados que respondem o oposto.

Não respondem ou não sabem responder 8%.

A pesquisa, contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, está registrada sob o código BR-04496/2026 no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Foram ouvidos 2.058 eleitores brasileiros da terça-feira (18) à quinta-feira (20). A abordagem foi pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de dois pontos percentuais, considerando um nível de confiança de 95%.

Esta é o primeiro levantamento feito pelo Datafolha após a conclusão do processo de registro das candidaturas e do início oficial da campanha.

Na entrevista, o instituto pede que o entrevistado considere as manifestações de líderes de outros países sobre as eleições do Brasil.

O questionamento ocorre em um contexto de preocupação com medidas e declarações de líderes estrangeiros sobre a eleição de outubro, temor que, como mostrou a Folha de S.Paulo, se espalhou inclusive pelo governo e pela campanha do presidente Lula (PT).

Nos últimos meses, o governo de Donald Trump aplicou sobretaxas a produtos brasileiros, bem como voltou a discutir sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O Itamaraty também recusou vistos a dois funcionários do Departamento de Estado americano. Segundo o jornal The Washington Post, Trump planejava enviar auxiliares ao Brasil para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro.

Na última sexta (21), Lula telefonou para Trump e disse que o tarifaço foi baseado em alegações infundadas envolvendo o Pix, o etanol brasileiro e importações com trabalho forçado.

Da vizinha Argentina, por sua vez, o presidente Javier Milei deu uma série de declarações críticas a Lula e ao ministro do STF. O ultradireita também veio ao Brasil participar da convenção do PL que confirmou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal opositor do petista nestas eleições.

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