O veto da Rússia e China evitou ontem à noite que o Conselho de Segurança das Nações Unidas ditasse sanções contra o regime do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, para obrigá-lo a negociar com seus opositores uma saída para a grave crise política que o país africano atravessa.
Em comunicado, Miliband disse hoje estar “muito decepcionado” com a falta de uma resolução da ONU “forte e clara” sobre o Zimbábue.
“Será incompreensível para o povo do Zimbábue que a Rússia, que se comprometeu no Grupo dos Oito (G8) alguns dias atrás a tomar medidas, incluindo financeiras e de outros tipos, se opusesse a uma iniciativa decisiva e oportuna do Conselho de Segurança”, disse.
“Eles também não entenderão o voto chinês”, acrescentou o ministro.
A resolução redigida pelos Estados Unidos obteve nove votos a favor, uma abstenção e cinco contra, entre eles os da Rússia e China, membros permanentes do Conselho de Segurança e com poder de veto.
Este resultado é um forte revés para o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, que acreditava ter assegurado o apoio suficiente para aprovar a resolução durante a cúpula do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia) no Japão.