O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, anunciou hoje que seu Executivo fará uma “reforma profunda” nas políticas de emprego, tema que considera “a grande prioridade social” em um país com 4,6 milhões de desempregados, mais de 20% da população ativa.
Zapatero também antecipou que o orçamento geral do Estado para o próximo ano será “restritivo e austero”, em linha com o objetivo de reduzir progressivamente o déficit da Espanha até 3% do PIB em 2013.
O presidente do Governo espanhol fez os anúncios durante um comparecimento à imprensa para fazer um balanço do primeiro semestre do ano e expor as perspectivas do Governo para os próximos seis meses.
No mesmo dia da divulgação dos últimos dados oficiais sobre o desemprego na Espanha, de um aumento 32.800 pessoas no segundo trimestre do ano, para 4.645.500 desempregados (20,09% da população ativa), o chefe do Governo ressaltou a necessidade de reformar as atuais políticas de emprego, para modernizá-las e possibilitar que os desempregados se reciclem.
“É preciso melhorar a economia para criar empregos”, afirmou Zapatero, que ressaltou como “grande prioridade social” ajudar as pessoas que buscam emprego.
Também anunciou que o Governo aprovará no dia 20 de agosto a prorrogação da ajuda de 426 euros recebida pelos desempregados que esgotaram sua cota de seguro-desemprego.
Graças a medidas como esta, a taxa de cobertura por desemprego na Espanha está em 80%, “a mais alta da história do país”, destacou Zapatero.
Sobre a alta taxa de desemprego, o presidente do Governo espanhol considerou que é “inadmissível” que ela se mantenha acima de 20%, mas ressaltou o fato de, pela primeira vez em dois anos, a economia ter criado emprego no segundo trimestre de 2010.
Sobre o orçamento geral do Estado para 2011, antecipou que ele será “restritivo e austero” devido ao compromisso assumido de reduzir o déficit, como foi exigido pela União Europeia (UE), para 3% do PIB até 2013.