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Washington quer ‘fatos’ na cúpula climática de Biden

Outro alto funcionário da equipe de Biden afirmou que esperava “fatos nesta reunião”, um passo para COP26, programada para novembro

Foto: AFP

Os Estados Unidos prometeram que vão pressionar os países mais poluentes do mundo para que aumentem suas ambições no combate ao aquecimento global, na véspera da grande cúpula climática organizada por Joe Biden.

“Não existe desafio maior para este governo e para os Estados Unidos do que combater a crise climática”, disse uma funcionária americana antes da reunião virtual de quinta e sexta-feira com cerca de 40 líderes mundiais, incluindo o papa Francisco.

“Todos sabemos que devemos fazer mais para virar a curva das emissões globais”, acrescentou, exigindo “um nível sem precedentes de cooperação planetária”.

Outro alto funcionário da equipe de Biden afirmou que esperava “fatos nesta reunião”, um passo para a importante conferência da ONU, a COP26, programada para novembro em Glasgow, Escócia.

“Esperamos que os líderes façam anúncios para aumentar sua ambição ao indicarem os próximos passos que pretendem tomar para ajudar a resolver o problema climático de forma coletiva”, disse.

Acordo europeu de última hora

As principais potências convidadas, que juntas representam 80% das emissões globais de gases responsáveis pelo aquecimento, se prepararam para esta cúpula na terça-feira, que pretende mostrar que os Estados Unidos estão de volta nesta luta após a retirada promovida por Donald Trump.

China e Estados Unidos são os dois principais emissores de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. Seu entendimento é crucial para o sucesso dos esforços internacionais destinados a reduzir essas emissões.

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Apesar das fortes tensões bilaterais, chineses e americanos parecem decididos a colaborar sobre o clima e Pequim confirmou nesta quarta-feira a participação do presidente Xi Jinping na cúpula virtual organizada por Biden.

O chefe de Estado chinês “pronunciará um importante discurso online de Pequim” na cúpula virtual de quinta e sexta-feira, disse nesta quarta o ministério chinês das Relações Exteriores, esclarecendo a incerteza sobre sua participação.

Também em desacordo com os americanos, Vladimir Putin prometeu que a Rússia, um grande produtor de hidrocarbonetos, agiria “severamente” para “enfrentar os desafios da mudança climática”.

Em relação à UE, precisamente, poderá mostrar uma postura positiva depois de um acordo de última hora entre os eurodeputados e os Estados-membros sobre uma redução líquida de “ao menos 55%” de suas emissões de gases de efeito estufa para 2030 em comparação com o nível de 1990.

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No entanto, esses esforços estão, segundo os especialistas, abaixo dos objetivos do Acordo de Paris estabelecido em 2015, que colocou como meta manter o aquecimento global abaixo de + 2 °C, caso possível + 1,5 °C, em comparação com a era pré-industrial.

O entendimento entre China e Estados Unidos é crucial para o sucesso dos esforços internacionais e as duas potências rivais parecem decididas a deixar temporariamnte de lado suas diferenças para colaborar mais ativamente no clima.

© Agence France-Presse

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