Os dois voluntários alemães sequestrados no final de junho em Darfur, no oeste do Sudão, foram libertados, informou hoje o ministro de Assuntos Exteriores alemão, Guido Westerwelle.
Os dois voluntários, de 34 e 52 anos, estão sob a custódia das autoridades sudanesas e serão transferidos nas próximas horas para a capital, Cartum, indicou o ministro.
Procedentes de Berlim e de Schleswig-Holstein (norte do país), os dois pertencem a Technisches Hilfswerk (THW), uma das principais ONGs da Alemanha, e participavam de um projeto das Nações Unidos.
Eles foram sequestrados por um grupo armado em sua casa na cidade de Nyala, capital de Darfur.
Westerwelle, de visita à Eslovênia, agradeceu às autoridades sudanesas pelos esforços realizados para a libertação dos reféns e elogiou o trabalho de coordenação da equipe de crise de seu departamento.
“Nos alegramos tanto por eles, os libertados, como por suas famílias e amigos próximos”, afirmou o ministro alemão.
Desde que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu uma ordem de detenção no dia 4 de março de 2009 por crimes de guerra e de lesa-humanidade na região contra o presidente sudanês Omar Hassan Ahmad al-Bashir, os sequestros de trabalhadores humanitários em Darfur aumentaram.
A guerra de Darfur, que explodiu em 2003, já deixou 300 mil mortos e obrigou 2,7 milhões de pessoas a abandonarem suas comunidades de origem, segundo dados da ONU.