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Vítimas mexicanas de pedofilia reclamam não ter encontrado com o papa

Arquivo Geral

26/03/2012 13h31

Um representante das vítimas mexicanas dos atos de pedofilia cometidos pelo sacerdote Marcial Maciel reprovou o papa Bento XVI por “ter ignorado” este grupo de pessoas durante sua visita ao México, concluída nesta segunda-feira (26).

 

 

“Por que o senhor não quis estar perto das vítimas do tão ignominioso sacerdote Marcial Maciel no México?”, disse o ex-legionário de Cristo Juan José Vaca em declarações à emissora “MVS”.

 

 

Maciel foi fundador da congregação dos Legionários de Cristo até ser afastado em maio de 2006 pelo atual papa.

 

 

Estes encontros já aconteceram nos Estados Unidos e Austrália (2008), em Portugal e Malta (2010), e na Alemanha (2011).

 

 

Vaca tinha pedido uma reunião por e-mail ao núncio apostólico no México, Christophe Pierre, e a título pessoal em nome das vítimas do fundador dos Legionários de Cristo, Marcial Maciel (1920-2008), antes da visita do papa Joseph Ratzinger.

 

 

Por isso, ele esperava “que fossem tomados os passos adequados” para receber as vítimas, mas isso não aconteceu durante a estadia de três dias de Bento XVI em Léon, no estado de Guanajuato, centro do México.

 

 

Vaca, de 75 anos, reprovou nesta segunda-feira carta aberta e lida publicamente que Bento XVI “não fez nada” para encontrar com as vítimas.

 

 

“Por que as vítimas mexicanas foram ignoradas?”, perguntou, e reprovou que não tenha havido “nem pelo menos a cortesia de uma resposta” a seu convite.

 

 

Finalmente, o atual acadêmico nos Estados Unidos atacou o “indigníssimo” clero mexicano, representado na Conferência do Episcopado Mexicana (CEM) presidida pelo arcebispo Carlos Aguiar Retes, por não ter possibilitado um gesto em direção às vítimas de Maciel.

 

 

O fundador dos Legionários de Cristo, nascido no México, esteve envolvido em várias denúncias por abusos sexuais que saíram do México, e foi castigado por Bento XVI em 2006 pelos abusos sexuais a seminaristas e pela vida dupla que levou, já que apesar de ser sacerdote, ele teve alguns filhos.

 

 

Seu caso esteve nas mãos da Congregação para a Doutrina da Fé da qual era prefeito o então cardeal Joseph Ratzinger, que não conseguiu com que o papa João Paulo II atuasse contra Maciel.

 

 

No entanto, há seis anos, dois antes da morte de Maciel, sendo Bento XVI já papa, o Vaticano condenou o sacerdote mexicano e lhe obrigou a levar uma vida retirada, de rezas e penitências, por sua avançada idade.

 

 

Além disso, o Vaticano eximiu Maciel de ser submetido a um processo canônico pelos abusos sexuais e demais comportamentos inapropriados.

 

 

O papa Bento XVI partirá de Silao (México) às 9h30 no horário local (12h30 em Brasília) com direção a Santiago de Cuba para completar no país caribenho a segunda etapa de sua segunda visita apostólica à América Latina, após a realizada em 2007 ao Brasil. 

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