Associações de vítimas dos atentados de 11 de março de 2004 em Madri comemoraram o fim do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, mas advertiram que é preciso ter muita atenção perante as possíveis represálias de terroristas islâmicos.
“Morreu um monstro, mas não acabou a raiva”, disse a presidente da associação 11-3 Afetados pelo Terrorismo, Pilar Manjón.
Ela afirmou à Agência Efe que não pretende julgar se a morte de Osama é merecida ou não, mas entende o sentimento de vingança dos americanos pelos atentados de 11 de setembro, e o dos espanhóis pelos de 11 de março de 2004 e 12 de abril de 1985 – este último custou a vida de 18 pessoas que estavam em um restaurante de Madri. No entanto, Manjón lembrou que, após Bin Laden, “há um número dois, um número três, um número quatro” no organograma da Al Qaeda.
A presidente da Associação de Ajuda às Vítimas do “11-M”, Ángeles Domínguez, qualificou a morte Bin Laden como uma “boa notícia” e afirmou que em um futuro “não muito distante” poderá ser dito que “todos os culpados do foram capturados”.
Já a presidente da Associação de Vítimas do Terrorismo (AVT), Ángeles Pedraza, falou sobre seus “sentimentos divididos”, já que, embora se trate da morte de um ser humano, ficou “enormemente” alegre pelo fim de Bin Laden. Ela, porém, afirmou que os governos de todo o mundo devem ficar muito atentos à possibilidade de que ocorram novos atentados.